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Sala da Revista Sonorus

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Sala da Revista Sonorus

Mensagem por Nerida Vulchanova em Dom Set 06, 2015 9:16 pm


REVISTA SONORUS

>De longe a mais agitada do andar, a redação da Revista Sonorus se destaca pelo constante fluxo de colunistas desesperados com a proximidade de seus prazos. Sob o controle de Elisabeth Buckle, a sala tem um forte cheiro de jornais velhos e de gatos, proveniente dos animais de estimação da idosa, que estão sempre espalhados por aqui, assistindo o trabalho dos colunistas. Em um canto que pode ser visto de todas as divisórias e mesinhas apertadas, fica o retrato do colunista do mês, com seu típico sorriso amarelo, em um mural onde os colegas podem deixar recados para o sortudo. Mensalmente, a velha Buckle marca reuniões para dar sugestões nas colunas, e como poucos ousam faltar, nessas ocasiões a sala parece um tanto abarrotada. A redação é guardada pela estátua de Midge, uma velha que só deixa entrar quem sussurra uma fofoca realmente boa na sua orelha..




* NERIDA VULCHANOVA *
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Re: Sala da Revista Sonorus

Mensagem por Caleb Andric Lavrov em Seg Jul 11, 2016 2:49 pm




HOW COULD WE NOT TALK ABOUT FAMILY, WHEN FAMILYS ALL THAT WE GOT? EVERYTHING I WENT THROUGH, YOU WERE STANDING THERE BY MY SIDE.

A papelada inútil daquele clube já se encontrava presente nas mãos de Caleb a algum tempo, mas ele ainda escutava atento as instruções dos mais velhos – Só entregar isso? Certeza né? – Reclamou olhando o anuncio por cima mais uma vez, algo como “O Host Clube procura anfitriões” – Sim, Sim pode ir – Pediu Frank o libertando, o moreno deu de ombros, saiu porta a fora e seguiu pelo corredor. A sede só Host ficava um andar abaixo da revista, logo o garoto não teve escolha se não subir as escadas e virar um segundo corredor antes de encontrar a porta amarronzada. Bateu na madeira da mesma aguardando, mas não obteve qualquer resposta – Alguém ai? – Perguntou batendo de novo, e pela segunda vez nada. O garoto encarou os dois lados do corredor, e nenhuma alma aparentava estar viva, então deu de ombros e simplesmente girou a maçaneta abrindo a porta, que pra sua sorte, estava destrancada.

-E ai galera – Ele gritou enfiando a cabeça pro lado de dentro, pela terceira vez, nenhuma resposta, então sem qualquer cerimonia ele empurrou a porta de madeira e se enfiou pra dentro olhando ao redor. Aparelhos velhos, revistas jogadas por todos os lados, e algumas outras coisas que captara em um rápido olhar.  Não foi nada disso que prendeu a atenção do garoto, na verdade tudo isso se tornou irrelevante no momento que seus olhos se fixaram na figura monstruosa. O corpo verde e grande, a barriga saliente e os dentes podres, do nariz escorrendo um tatuzinho sabe – o cara é porco serio – e o fedor, fora isso, estava tudo bem, se vocês entendem por bem que tem um troll enorme dentro da sala da revista – Não sabia que podíamos esconder essas coisas na escola – Caleb deu um passo pra trás sacando a varinha, sem saber ao certo o que devia fazer.



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Re: Sala da Revista Sonorus

Mensagem por Thomas C. Lavrov em Sex Jul 15, 2016 1:29 pm

Trolll?
Hoje é seu dia vida!

Meus passos ecoavam no corredor vazio aquela hora da noite, até porque poucos os alunos que persistiam fora do salão principal, mais entretidos com a comida que com as coisas que aconteciam ao redor. Eu tinha sido designado a encontrar a monitora chefe para buscar os alunos da revista.  Misteriosamente todos tinham desaparecido, algo que me faz questionar o que de tão importante tinha acontecido para que todos resolvessem simplesmente sumir do mapa da escola. Suspirei virando o corredor do terceiro andar, apenas pra me deparar com uma cena que deveria me parecer inusitada, não fosse um nome no meio, Caleb. O Lavrov, por mim já conhecido tem a péssima mania de sempre ser pego no lugar errado e na hora errada, Caleb parece sempre estar metido em todas as confusões que acontecem pelo castelo, o que confesso, me soa bastante engraçado. Revirei os olhos ao ver meu primo invadir o cômodo sem qualquer cerimonias, e apressei o passo para alcançar a porta antes que ele conseguisse quebrar algum equipamento.

Não demorou muito para que eu atingisse a porta semiaberta, mas tudo ficou estranhamente silencioso  – Caleb? – Chamei na tentativa de fazer o garoto falar alguma coisa, não obtive resposta, mas um palavrão alto me chamou atenção. Adentrei o recinto, e foi então que entendi o que tinha dado errado, mais a frente de tudo encontra-se o motivo do palavrão do garoto, e eu pude ouvir minha voz o acompanhando enquanto hesitava na porta – Caralho – Resmunguei baixo, praguejando, e torcendo para que Catarina se apressasse em me encontrar caso demorasse, porque aquilo estava longe de ser uma situação nada desesperadora. Em frente aquilo, dentro da sala, algo que ainda questiona como foi parar ali, encontrava-se o troll, a clave arrastando ao chão, os dentes arreganhados, e tudo que eu fiz, foi me limitar a sacar a varinha e brandi-la em sua direção – Hypnus – Foi o primeiro feitiço que me veio a mente, e se tudo desse certo, nos daria tempo de correr e avisar todo mundo.


Cada cicatriz que temos é a confirmação de que uma ferida sara. Cicatrizes são marcas de superação que só um verdadeiro guerreiro possui.





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Re: Sala da Revista Sonorus

Mensagem por Coral E. Von' Rizzi em Sex Jul 15, 2016 1:52 pm


Ataque

Ela é diaba camuflada de santinha, loba na pele de gata, no estilo bonequinha...


Ao fim da tarde boa parte dos alunos lideres de clube perambulavam pelos corredores, em outra ocasião Coraline teria mandado alguém realizar a tarefa em seu lugar, mas tinha assuntos pendentes com Cherry, a líder da revista.  Foi no intuito de encontra-la que a loirinha desceu da torre rumo ao terceiro andar no fim daquela tarde – inicio da noite – os passos leves percorrendo o piso de calcário enquanto as sapatilhas escorregavam com precisão.

As escadarias ficaram para trás em algum momento, e Coral pegou-se observando as vidraças que compunham um emaranhado de cores distintas naquela hora do dia, a luz da lua que banhava percorrendo o local por onde passava. Pegou-se encantada em algum momento, dispersa de seus pensamentos e seu rumo, até dar de cara com os garotos adentrando a sala, um após o outro.

Revirando os olhos a loira apressou o passo, era sempre assim, quando decidia fazer algo por si mesma deparava-se com uma reunião de estudantes fazendo o mesmo – Hunf – O bufo escapou baixo, desgostosa pela situação em que se encontrava, ao mesmo tempo em que a Rizzi atingiu a porta.

– Porque demoram tanto? Eu tenho hora, não posso perder meu tempo, garoto vai sair da frente? – Pronunciou ao menino de cabelos dourados a frente, algo semelhante a cachos dourados que o fazia lembrar um querubim – Mon Dieu – Sim a loira não gostava de tumultos, e muito menos de garotos que trancavam sua passagem a impedindo de proxeguir com seus objetivos, sentiu-se tentada a usar o charme de veela com ele.

– Com Licença – Empurrou o garoto para o lado para adentrar o aposento, mas se arrependeu logo de cara, ainda mais após ouvir o feitiço, e perceber o motivo de não ter sido notada – Pelas barbas de Melin, que es isso! – Exclamou a garota já sacando a própria varinha em direção a criatura –Incarcerous – Conjurou rapidamente enquanto olhava para os dois garotos – Temos que sair daqui, rápido – Alertou, e dessa vez sabia que estava certa.



Ela era esperta demais pra ficar sozinha por muito tempoMiss!






CORALINE ELIZABETH VON RIZZI
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Re: Sala da Revista Sonorus

Mensagem por Victoria K. Heck. Levine em Sab Jul 16, 2016 2:42 pm

Dirty Paws
My head is an animal


— Pra onde vai toda essa comida? — perguntei intrigada, arqueei uma sobrancelha quando encarei o rosto de Hanna, seus lábios estavam lambuzados de doce e desde que cheguei à comunal já havia perdido a conta de quantos bolinhos a garota havia ingerido. Meneei a cabeça para os lados com suas palavras, nos últimos dias tínhamos nos aproximado mais, na verdade, sempre estávamos juntas. Desde o sequestro de Charlotte, eu e Catarina não ficávamos mais juntas ou conversávamos, até mesmo implicar com ela não fazia mais sentido sem a nossa ruivinha. Bom, pelo menos ela tem Thomas que segue o estilo bambi protetor e eu, digamos que a garota viciada em comida tem me ajudado a esquecer.

Um barulho vindo do outro lado da porta fez com que meu olhar se desviasse dos de Hanna, alguns alunos gritavam coisas que pela distância não consegui compreender com precisão. Ergui o corpo do sofá e caminhei seguindo o burburinho, não sei ao certo se a loira me seguiu, por alguns instantes eu apenas foquei no que estava acontecendo do outro lado. Quando abri a porta da comunal, franzi o cenho com tamanha agitação, parecia que tudo naquela escola virava motivo para gritaria e fuzuê. Bando de frescos. Só percebi a presença de Hanna quando a mesma fincou os dedos na camisa de um dos garotos, nosso temperamento semelhante chegava a ser assustador.

Foquei nas palavras do menino assustado, segundo ele, tinha um troll passeando pela escola. — Interessante. — pronunciei pensativa, uma mão sobre o queixo enquanto encarava a garota. Dei de ombros e sinalizei com um movimento sutil na cabeça para que a mesma me acompanhasse, não tínhamos nada a perder, afinal, o dia estava chato mesmo. Corremos pelas escadas, o som dos sapatos soavam de forma rítmica e com sincronismo. — Espera ai. — sussurrei perto de Hanna, em seguida executei alguns passos em direção a porta buscando algum som vindo da mesma. Algumas pessoas diziam coisas sem sentido, e se não conhecesse o bambi que Cat namora, poderia jurar que ouvi sua voz falando um palavrão. Óbvio que não podia ser ele, visto que é todo certinho.

Invadi a sala sem pensar duas vezes, passei os olhos por cada um dos rostos assustados e sorri cinicamente. — Reunião entre amigos e ninguém me chamou? — fingi uma falsa mágoa e bati com uma mão no peito. Ergui o rosto em direção o troll, o que posso dizer sobre ele? Feio, grande e gordo, fim. — Oh Caleb, você tinha outro irmão gêmeo e não contou? — provoquei o garoto e cutuquei Hanna com o cotovelo. — Falta só a chatinha chegar, acho que direi sobre as palavras feias que o namoradinho dela anda dizendo. — gargalhei alto lançando um olhar de desafio para meu cunhado, talvez assim conseguisse mais algum dinheiro dele. Puxei a varinha de dentro das vestes e mirei-a na direção da criatura. — Everto Statum! — pronunciei o feitiço com firmeza e observei o lampejo esverdeado atingir o troll esperando que tivesse funcionado.




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Re: Sala da Revista Sonorus

Mensagem por Hanna M. Belshoff Park em Sab Jul 16, 2016 2:58 pm


Esse cara ta mesmo tirando caca do nariz?

Esse ai que eu não quero entender mesmo.
Bae tinha que parar com aquela péssima mania de me mandar doces, é serio, eu simplesmente não conseguia resistir a eles, mas também não tinha culpa se meu melhor amigo achava que eu andava magra demais. No fim das contas nem importava mesmo, eu podia comer o quanto quisesse, nunca engordava, acho que faz parte daquela coisa chamada metabolismo. Lambi o glace do cupkake de chocolate suspirando de prazer, tinha ainda um saco inteiro deles, e o jantar pela frente, mas estava difícil resistir ao doce, é serio, sou movida por açúcar. Alguém parou a minha frente, me fazendo erguer o olhar, lambi os dedos sujos de cobertura enquanto encava Victoria – O que foi? – Perguntei rindo e estendi o saco de bolinhos a ela, só duas pessoas no mundo além da minha irmã conseguiam me fazer dividir comida, a primeira era meu melhor amigo Bae, a segunda era Vic, era natural, eu gostava dela. Dei de ombros rindo da pergunta – Eu ganhei um buraco no lugar do estomago – Brinquei mordendo o bolinho mais uma vez, e me levantei limpando o farelo da roupa. Juntei as coisas e fechei o pacote pegando só mais um, prometi a mim mesma que seria o ultimo da noite – Vamos? Ainda temos o jantar pela frente, tomara que tenha pudim – Disse alto já sonhando com aquele delicioso creme.

Algo dispersou Victoria, e eu ainda me perguntava se ela tinha ouvido a ultima parte, confusa a vi caminhar para fora da comunal, e não perdi tempo, apenas segui a morena como a bela escudeira que eu sou, saltitando em direção a batalha. Passei pela porta observando os muitos alunos gritando, puxei um garoto pela gola da camisa, sem me importar se estaria o fazendo engasgar no processo – Fala ai o que deu – Pedi o olhando, meus olhos elétricos em sua direção, deviam estar saindo faíscas – Não sei! – Engasgou ele se sacudindo para soltar-se, deixei que os dedos se desprendessem de sua camisa – Alguns alunos no terceiro andar disseram que um troll invadiu a sala da revista – Ele explicou apressado, meu olhar se voltou a Victoria e acho que ela entendeu o recado logo de cara. Simplesmente disparamos, correndo juntas em direção ao tumulto, e eu podia apostar que era algum aluno pregando peça em outro, mas tudo bem era divertido. Descemos as escadas pulando os degraus até atingir o corredor do terceiro andar, e uma patricinha berrava na porta – Que clichê – Ri alto, os olhos brilhando divertidos.

- Tudo bem – Dei de ombros observando a garota, Victoria é do tipo brincalhona, então quando fica seria sei que posso afirmar que algo deu errado. Esperei por um momento, até Victoria invadir a sala, mas o palavrão, o tumulto e os gritos não me ajudaram a ficar quieta, corri logo atrás dela invadindo a sala em seguida – O que deu? – Perguntei enfiando os cabelos louros pra dentro, pra ver o cara mais esquecido do mundo sendo enfeitiçado por minha amiga maluca. Ele devia ter o dobro da minha altura, usava uma sala ridícula e fedia como quem não toma banho a pelo menos 2 anos – Argh – Tampei o nariz sacando a varinha – Você nunca ouviu falar em desodorante? – Reclamei, mesmo que não fosse hora para aquilo, afinal a frente tínhamos um troll tamanho big cutucando o nariz, que assim seja. Brandi a varinha apontando em sua direção – Impedimenta – Isso sim ia nos dar tempo pra correr, ou, matar ele!




— ♡

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Re: Sala da Revista Sonorus

Mensagem por Catarina A. Heck. Levine em Sab Jul 16, 2016 5:34 pm

Fechei os olhos cantarolando Mr. Jones junto a Adam Duritz, o dormitório me oferecia o conforto silencioso que necessitava para me sentir humana novamente. “I wanna be a lion… Eh, everybody wants to pass as cats. We all wanna be big big stars, yeah, but we've got different reasons for that believe in me 'cause I don't believe in anything. And I, I wanna be someone to believe, to believe, to believe, yeah”, ouvia a mim mesma cantando baixo, uma minúscula ruga se formando em minha testa enquanto pensava na verdade daquelas poucas palavras.

Estavam sendo dias estranhos estes. Suspirei abrindo os olhos e fitando o dossel azul de minha cama, o tecido que caia delicado formando um céu acetinado acima de mim. Ergui o punho, posicionando-o a frente de meus olhos, bloqueando a visão, substituindo-a pelo relógio diamantado que aprendera a usar desde que havia começado a estudar em Beauxbatons, quase dois anos atrás. Mordi o lábio inferior, Thomas me estava esperando próximo à sala onde era a revista Sonorus, logo abaixo de nossa comunal. Não vou mentir, um pouco de desânimo me dominava, mas saltei da cama retirando os fones de ouvido e os guardei, apanhando o paletó acinturado e vestindo-o lentamente, por fim colocando a varinha no bolso interno.

A comunal estava um pouco mais agitada que o normal para aquelas horas, notei quando desci o primeiro patamar das escadas; alguns alunos arregalavam os olhos falando apressadamente uns com os outros, bem como alguns aluninhos do primeiro ano começavam a chorar. Franzi o cenho e me aproximei do monitor recém-escalado, minhas mãos nos bolsos, fechadas em punhos. “Então, o que está havendo?”, perguntei-lhe de uma vez, sem cerimônias, adotando um pouco do estilo de minha irmã ao abordar as pessoas. “Hmm, alguns alunos chegaram aqui dizendo que há um troll no andar inferior, na revista. Estou tentando controlá-los, não acho que devamos deixá-los tentar enfrentar uma ameaça assim.”, respondeu-me o garoto com um olhar inquieto; podia jurar que era ele quem não queria ver se havia mesmo algo ameaçador nos corredores da escola, provavelmente ter me visto indo em sua direção deu-lhe a certeza de que eu o mandaria para lá. Parei por um instante fitando-o indecisa entre mandá-lo para o campo de batalha ou ir eu mesma e sozinha, talvez fosse melhor que eu fosse sozinha, não que ele estivesse fazendo um bom trabalho, mas mandar um monitor inexperiente seria irresponsabilidade da minha parte, além do mais Thomas deveria estar lá me esperando… Sem querer eu o colocara em perigo. “Fique com os alunos, mande todos para a cama e não deixe ninguém sair daqui. Ninguém, está ouvindo? Se eu ver um aluno lá é comigo que você terá que lidar depois.”, disse-lhe séria e em um tom que apenas ele poderia me ouvir. Afastei-me em direção à porta, pedindo licença entre o amontoado de cabeças que se juntavam na fofoca mais quente em meses.

Desci as escadas rapidamente, pouco registrando do caminho enquanto tropeçava em meus próprios pés até derrapar no piso lustroso do corredor localizado no terceiro andar. Devo ter estabelecido algum recorde de velocidade nesse meio tempo. Apanhei a varinha ao perceber o quão silencioso estava aquele lugar geralmente cheio de vida e entra e sai. Mais por hábito que por verdadeira precaução, olhei para todos os lados e sobre o meu ombro antes de avançar até a porta da sala, onde algumas pessoas já se aglomeravam, entre eles Caleb, Thomas, Vic e sua nova amiga Hanna, registrei de relance uma loirinha invocada que gritava para os garotos ali presentes. Ouvi sair de meus lábios o som que vovó mais odiava que eu fizesse “Uma dama nunca bufa desse jeito, Catarina!”, ela sempre dizia. “Me dê licença, por gentileza.”, pedi mal humorada, passando pela Charmant e indo me juntar aos outros através da porta.

Eu não sei como aconteceu com vocês a primeira vez que viram um troll. Não sei se sentiram o mesmo desconforto que eu ao ver a criatura colossal, de aparência disforme e o cheiro pútrido. Respirei fundo (má ideia, aliás) sentindo que meus olhos estavam ainda maiores em meu rosto. “Mas o quê…?”, sério, como um bicho desses entrou na escola? E pior ainda, foi parar no terceiro andar! Sério! Essa escola oferece uma péssima segurança aos alunos, primeiro o Arpéu, agora isso? Mordi meu lábio inferior reprimindo o palavrão que me veio à língua. Sem pensar muito, mirei a varinha no enorme estômago do monstro, bloqueando o som dos outros que conjuravam feitiços ao meu redor. “Locomotor mortis!”, bradei esperando ter acertado, emendando outro feitiço em seguida, crente na eficácia do primeiro. “Everto statum.”, repeti o feitiço que minha irmã havia lhe lançado. Duas piruetas eram melhor que apenas uma.
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Re: Sala da Revista Sonorus

Mensagem por Mountain Troll em Sex Jul 29, 2016 1:51 am

Aquela noite poderia ser o que se consideram "longa noite", anteriormente à algumas horas atras algo atraia três trasgos para longe de seu habitar natural, cada um sendo enviado para um lugar distinto que eram respectivamente as escolas de magia européia: Hogwarts, Durmstrang e Beauxbatons. Algo sombria devia está por trás, em Durmstrang o trasgo se arrastou com sua aparência grotesca por entre os corredores sem muitas dificuldades, em sua mão arrastando ao chão um taco rústico envelhecido, seu lábio inferior era enorme e caído o que resultava um rastro de baba sobre seu queixo já grossa, quando respirava uma meleca rançosa criava uma bolha em sua narina direita estourando, completando com seu olho caído. Ele perambulou pelo castelo subindo andares com dificuldades, quadros reclamavam de seus sons, aquela não era a região para Trasgos, muitas vezes era possível ver um unicórnio correndo pelo terreno do perfeito castelo, mas não aquele trasgo. Ele era desengonçado seu bastão acertava vasos de porcelana deixando trilhas de cacos sobre o chão. Se dava uma hora onde ele adentrara o castelo e algo o fazia entrar na sala da revista onde muitas vezes alunos passavam a bela noite francesa em suas redações. Ali o Troll Montanhês ficou parado como abobado. O jovem Lavrov o tirava do transe, ele bufou encarando o rapaz. Embora preso com um bruxo o que despertaria sua ira era o próximo a entrar, outro Lavrov este agora o monitor. A ira da criatura não deixaria adormecer diante ao feitiço de Thomas, entretanto o fez roncar acordado levando esfregar seus olhos remelentos. Em minutos a sala se enchia, era Coral que lançara a corda que por agilidade, quase que surpreendente e incomum, o braço do ser estava a frente o prendendo o braço sem o bastão ao corpo, ele emitiu um som alto a baba voando conta o rosto da bela veela, mas foi Victoria a primeira a fazer ele cambalear para trás recuando dos demais, seguido da azaração da pequena Hanna que nervosa conseguia fazer ele se mover lentamente, mas isso não duraria para sempre. Não importava quantos feitiços eram dados era Catarina a que conseguiria chegar o mais próximo de controlar a situação, azarando o trasgo suas pernas se uniram e forçava o braço ainda livre a subir para também não se grudar ao corpo de si mesma, a criatura tentava ser mais forte que o feitiço sendo lançado no chão por um golpe de Everto. Mas quanto tempo duraria?


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Re: Sala da Revista Sonorus

Mensagem por Catarina A. Heck. Levine em Dom Dez 11, 2016 7:30 pm

A cena monstruosa e desconcertante que se desenrolava nesses longos minutos parecia ir de mau a pior, francamente. Embora as pernas do trasgo tivessem se colado uma na outra, o braço em que trazia o grotesco bastão de madeira continuava solto; mais do que confuso, ele parecia realmente raivoso por estarmos ali e atacando-o de todos os lados. Tentei pensar rapidamente, ignorando mais uma vez os presentes. Era óbvio que a criatura era grande demais para nossas habilidades mágicas, por mais bem efetuados que fossem os nossos feitiços, a probabilidade de conseguirmos azará-lo e imobilizá-lo era mínima, o melhor a fazer, talvez fosse combinar essas azarações com feitiços que utilizassem força bruta; pensei ao vê-lo rodopiar no ar.

Immobullus!”, bradei vendo o lampejo prata deixar a ponta de minha varinha, enquanto pensava em outro feitiço violento que poderia talvez desmaiá-lo, pensara em usar o “socare”, contudo, eu não tinha tempo para mirar bem no alvo, troquei-o por outro, brandindo a varinha enquanto conjurava a plenos pulmões “Expulsio!”, que o faria descrever um arco no ar e bater muito violentamente no chão.

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