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Corredores

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Corredores

Mensagem por Nerida Vulchanova em Dom Set 06, 2015 9:11 pm


CORREDORES

Embora a maioria das salas seja de acesso restrito, esse corredor de decoração excessivamente dourada (por ordens da diretora) é bastante comentado por aqueles que o visitaram por algum castigo ou pelos que têm acesso. Atualmente, é difícil encontrar alguém que ainda não tenha ouvido falar da poltrona de oncinha de Arlette Auclair, destacada na cabeceira da ampla mesa de reuniões do conselho, das particularidades que cada professor abriga em seu escritório ou da dor de cabeça proporcionada por encarar os corredores dourados por muito tempo..




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Re: Corredores

Mensagem por Catarina A. Heck. Levine em Sab Abr 30, 2016 2:02 am

O silvo que escapara pelos meus lábios havia sido mais alto do que eu pretendia. Tudo bem, a história de dançar meio que nua no meio do salão comunal havia deixado mamãe bem estressada, estressada não como uma mãe normal, mas do tipo que ameaça mandar a filha de volta para a Grã-Bretanha para estudar em Hogwarts por que considera o seu comportamento mais do que inadequado, uma vergonha completa que não seria tão ruim assim se fosse a sua gêmea tresloucada.

Ajeitei meu uniforme pela milésima vez, quase como se houvesse nele uma ruga invisível e que forma alguma desaparecia. Na outra mão, uma pequena prancheta com uma pena de cisne presa a ela, bem como um pequenino tinteiro a um canto, cuja tinta refulgia em azul claro como o da Juste, olhar para a pena ou para a tinta, ainda para os meus pés, era melhor que encarar o dourado pungente do teto ao chão. Na maior parte do tempo, eu amava estar em Beauxbatons, mas quando me aventurava por estes corredores em busca de alunos infratores, minha vontade era de sair correndo dali. Talvez pelo dourado, talvez por apenas não gostar de locais como aquele, que pouco me permitiam de ver o céu lá fora, fosse ele noturno ou coberto pela bruma matinal.

Por ordem do monitor-chefe e por que todos os outros se recusaram a fazer o trajeto, fui incumbida de fazer a ronda na parte leste do castelo, embora eu sempre preferisse cuidar das torres, onde o silêncio sempre reinava, dando-me a impressão de que ali eu estava sozinha e livre no mundo. Maluco, não? Um pouco, eu acho. Era bom de vez em quando apenas ouvir meus próprios pensamentos, embora fosse da natureza Juste a sociabilização exacerbada (nem me assustava mais ao fato de que alguns garotos de nossa Casa participassem do grupo idiota do Host). Era bom apenas olhar para o céu outonal e respirar o ar frio, observar as estrelas salpicando o manto azul de veludo da noite na França e ficar ali por vários minutos ou horas, sem a menor pressa ou vontade de ir para outro lugar.

Olhei o relógio de pulso uma vez, logo meu turno acabaria e eu poderia ir para a cama e pensar na carta muito decepcionada de Alexa e a ameaça de me tirar de Bxb, onde eu me deixava corromper pelas más companhias como Thomas. A verdade é que mamãe e papai pouco conheciam sobre o menino, no entanto, havia algo que eles definitivamente não gostavam nele, embora tenha ouvido mamãe dizer em algum momento “eles ficam bonitinhos juntos, não é?”. Parando abruptamente no meio do corredor, levei uma mão aos lábios, um sorriso meio bobo se desenhando neles quando me lembrei de nosso retorno à escola e de que meu primeiro  beijo. - Para, Cat. E daí que ele disse que gosta de você? E daí que você realmente gosta dele? - murmurei para mim mesma, tentando focar os olhos no tapete ornamentado que se estendia pelo imenso corredor dourado, forçando minhas pernas a se movimentarem.

Foco. Ronda. Depois cama. Relembrei a mim mesma enquanto andava. - Mlle? S'il vous plaît aidez-moi. - uma voz áspera como uma esponja abrasiva arranhando a parede tirou-me de meus devaneios. Um pequeno quadro encardido de uma mulher baixinha e gorda me chamava quase ao final do corredor, passando pela sala de alguns professores, de onde podia ouvir a música que ressoava alta, anunciando a animação que continham custosamente por ser sexta-feira e poderem descansar pelo final de semana, sempre com o pensamento que logo ocorreria o feriado de Páscoa e se veriam livres das paredes e decorações extravagantes do castelo para passar dias agradáveis longe dali.

- Lady Saunière, bonne nuit! Comment puis-je l'aider? - perguntei em francês quase perfeito, um pouco arrastado e cheio de sotaque, mas ainda assim nada mal. Victoria ficaria possessa se me visse falar com tanta naturalidade; ri internamente, atentando para o quadrinho, a mulher parecia um pouco envergonhada ao aparecer novamente dentro da moldura dourada.
- Senhorrita Levine, que prrazerr encontrrá-la! - disse a pintura, me reconhecendo como Catarina, não a gêmea homicida, sua voz carregada de sotaque, puxando “erres” em locais estranhos. - O prazer é meu, senhora. Aconteceu alguma coisa? - tentei mais uma vez, atentando para a moldura do quadro, cerca de um metro acima do chão. Embora o tecido já estivesse puído e um pouco desbotado, consegui vislumbrar algo como um enrubescimento em Molly Saunière. - Ah, eu non aguento mais esses moleques, Catarrrina! Peça à dirretôrra parra me mudarr dè sala! Que me coloque em um local mais sigurro qui aqui! - choramingou levando as mãos ao rosto dramaticamente.

Não era a primeira vez que me fazia tal pedido, então apenas dei de ombros e lhe abri um sorriso amigável. - Molly, não pode sair daqui. É muito importante neste corredor, quero dizer, foi uma grande professora de Beauxbatons, é um grande exemplo para todos os outros que agora se enfiam em suas salas e estudam para serem os melhores. - minha voz soando um pouquinho acima do barulho que vinha de uma das salas. - Eu sei, Catarrina! Mas dessa vez eles passarrón dos limits! Eu me demito! - bradou de volta, saindo de meu campo de visão e escondendo-se ao lado na moldura. Respirei fundo tentando não me exasperar, imaginando uma saída que pudesse encontrar e ir embora daquele corredor rapidamente… Talvez se eu dissesse que iria procurar a diretora e trazê-la pessoalmente para falar com ela, ela me deixasse em paz.

- O que fizeram com você dessa vez? Aidez-moi à vous aider. - pedi, batendo a prancheta em minha coxa quando ela começou a chorar compulsivamente, ficando já um pouco impaciente. Fora um longo dia, aulas as quais embora fossem interessantes, eu não entendia praticamente nada, a não ser poções e herbologia, provavelmente por quê isso exigia de mim mais atenção do que talento, mais esforço do que genialidade nata. Já me confundira inteira com a aula de transfiguração e tinha um corte no braço esquerdo causado na aula de Trato das Criaturas Mágicas, fora o fato de que poderia estar fazendo o dever ao invés de ficar aqui ouvindo seu choro. Francamente meu lado empático estava bem adormecido nessa noite.

Molly, entre soluços virou-se, as costas de seu vestido pêssego bufante rabiscadas com tinta seca. Lia-se “petit cochon couleur rose” (porquinha cor-de-rosa). Senti uma pontada de pena da figura que agora chorava alto, desolada por mostrar algo que lhe dava tanta vergonha. - Acalme-se, a diretora vai mandar restaurar sua pintura, vai ficar tudo bem. - disse tentando fazê-la parar de chorar, logo mais alguém a ouviria e seria pior, não quero imaginar a aglomeração de pessoas ali caso ela não parasse. - Non! Non querro que apenas me restaurrem, querro sairr deste corredorr horroroso! Je veux maintenant! - demandou, sentando-se no banquinho que havia dentro da pintura, os outros quadrinhos espichando o pescoço para ver o que estava ocorrendo, um burburinho começando a iniciar-se. - Está tudo bem, pessoal. Voltem a dormir. - disse acima do barulho de seus guichos de tristeza, eles aumentando um pouquinho enquanto eu falava, como se ela quisesse que todos ali concordassem que ela deveria ir para a sala da diretora e ali permanecer.

- Molly, se continuar chorando vai acordar o castelo inteiro. E sabe o que vai acontecer caso isso ocorra? Todos verão que seu quadro, lindo quadro de moldura dourada foi profanado, você perderá prestígio aqui, sabe disso. Não sabe? - perguntei, cruzando os braços em frente ao meu corpo. Seus soluços foram abaixando até que ela apenas  dava fungadinhas manhosas. - Então, vai me contar quem fez isso? - perguntei molhando a pena na tinta e ouvindo o relato da pintura por alguns minutos. - Tudo bem, o aluno responsável será punido, e tenho certeza de que a diretora fará de tudo para que você volte ao seu esplendor original. - disse-lhe quando terminou, sua expressão parecendo mais feliz ao dividir sua história trágica com alguém disposto a ouví-la.

Após coletar as informações de como seu quadro havia sido vandalizado, corri até o monitor-chefe, que já nos esperava para a reunião final da noite, meu pequeno bloco pouco preenchido com relação aos dos outros. O relato de Molly Saunière lhe foi entregue com promessas de que a queixa seria levada à presença da diretora no dia seguinte e ações devidas seriam tomadas. Fomos então liberados para voltarmos aos dormitórios, o que fiz de bom grado, arrastando-me até a torre de Juste.

Merely the sound of your voice made me believe that, that you were her just like the river disturbs my inner peace. Once I believed I could find just a trace of her beloved soul, once I believed she was all then she smothered my beliefs.



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Re: Corredores

Mensagem por Cécile L. Von Horne em Sab Jul 30, 2016 8:15 pm

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Magic!
Cécile acordara um tanto quanto tarde e com isso ela sentia muito frustrada e um tanto quanto desajeitada já que assim que saiu do dormitório começou a correr pelo corredor do 3° andar afim de ir falar com um dos professores.

Ela havia se esquecido que para falar com eles não precisava correr, pois eles sempre estariam na sala designadas aos professores, porém ela ainda era teimosa e com isso a mesma corria pelos corredores até para um pouco para que a mesma conseguisse respirar um poucos.

Aos poucos o correr começou a se encher de alunos de todos os anos e de todas as casas, até que Cécile resolve começar a andar novamente e com isso a mesma não liga por esbarrar em outros alunos, mas algo lhe fez parar e uma visão chegou de supetão quando passou por uma aluna do ultimo ano e foi então que a mesma ficou em transe logo dizendo.

-O seu destino será horrível muitas mortes estão reservadas para seu futuro garota, ouça minhas palavras! - Cécile logo voltou ao seu estado normal, a garota logo se assustou com suas palavras e em seguida sua amiga perguntou o que a mesma havia feito, ela olhava estranhamente para as duas. -Eu não disse nada! - Dizia Cécile voltando a correr para a sala dos professores sem entender do que a garota falava.
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