Instituto Durmstrang
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[FP] Eunsoo Hwang

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Mensagem por Hwang Eun Soo em Dom Set 03, 2017 2:53 pm
HWANG EUN SOO
12 ANOS — ESTUDANTE — BRUXO — BAE JOO HYUN

DADOS IMPORTANTES
Habilidade desejada » Metamorfomagia.

Motivo pelo qual deseja a habilidade » Acredito ser uma habilidade que combine muito com o caráter travesso de Eun Soo, tendo a certeza de que seria de grande ajuda para a elaboração de sua personalidade (principalmente se precisasse de algum disfarce em suas brincadeiras).

TESTE DE USO DE HABILIDADE
Eu amava meus pais. E meus pais me amavam.

Essa era a única certeza que eu tinha no presente momento, pois meus pés estavam espremidos dentro de sapatinhos de festa nada apropriados para correr - e ainda queriam que eu dançasse com eles! - e um laço de fita grande o suficiente para embalar um presente apertava a minha cintura. Odiava as visitas da minha tia Manon do fundo do meu coração; além de exigir uma festa especialmente para recebê-la em nossa casa, onde ficaria hospedada "até arrumar um lugar melhor" (ela queria dizer um marido, mas nunca comentaria isso na frente dela), fazia questão de que todos estivessem vestidos formalmente para sua recepção de luxo. Bufei e soprei uma mecha rebelde dos meus cabelos ainda não penteados, impaciente. A única coisa que poderia me animar naquilo tudo era a oportunidade de mexer com Fattie Noir, o gato de titia que pesava aproximadamente treze quilos e irritava-se com facilidade, assim como sua dona. Em visitas anteriores, tinha pregado algumas peças como espalhar catnip pela casa até o telhado e amarrar sua cauda em um balde cheio d'água, mas dessa vez tinha ideias ainda mais extraordinárias em mente e mal podia esperar para colocá-las em prática. Com aquelas roupas, porém, não me restava qualquer esperança de dar dois passos sem sufocar. Teriam escolhido aquele vestido de propósito?

Surrupiei um canapé da mesa de petiscos apressadamente, até perceber que os olhos de papai estavam fixos em mim. Com uma risadinha nervosa, devolvi o aperitivo ao lugar de onde tirara e engoli em seco ao perceber, que mesmo com o ato, papai vinha caminhando em minha direção com um ar zangado e levemente irritado. Não que fosse novidade, aliás. Nas poucas ocasiões em que eu podia ficar a sós com meus pais, eles sempre pareciam irritados. Era exatamente por isso que eu nunca iria querer ter um trabalho como o deles. Papai ficou de frente para mim e eu ergui os olhos, piscando inocentemente. — Há algo em meu rosto? — Taí outra coisa que eu odiava. Meu pai não suportava expressões coloquiais; em sua presença, eu sempre teria de falar formalmente, seja em coreano, inglês ou japonês. Tinha escolhido o coreano para aquela ocasião. Meu 'appa' balançou a cabeça e apontou para os meus cabelos, longos e rebeldes, caindo em cascata por minhas costas. — Não. Mas presumo que seus cabelos ainda não estejam devidamente arrumados para a recepção de sua tia, afinal, não está fazendo uso de qualquer laço. — Suspirei, sentindo-me derrotada com a verdade. Teria de fazer pelo menos duas tranças e prendê-las com dois lacinhos, complementada com um grande laço no topo da cabeça; pareceria ainda mais com um grande presente ambulante. Concordei com a cabeça e me afastei, fuzilando todos por quem passava com os olhos. Sentia tanta raiva naquele momento que desejei com força ter nascido com cabelos vermelho-flamejantes, pois assim sua cor chamaria mais atenção do que o modo como estava arrumado e eu poderia andar desarrumada em paz.

Ouvi uma exclamação coletiva de surpresa ao meu redor, e repassei todas as minhas ações nos últimos minutos mentalmente para descobrir o que teria feito de errado agora. Meu Deus, esperava do fundo de meu coração olhar para baixo e não ver nenhuma mancha de lama, pois aí, sim, eu estaria perdida. Não vi nenhuma sujeira em meu vestido, o que causou ainda mais preocupação; teria que usar aquela porcaria ainda pelo dia inteiro. Mas se não estava suja, qual era o problema? Olhei ao redor procurando por explicações; todos os olhares ainda estavam focados em mim, incluindo - epa! - o de papai, que piscou o olho esquerdo várias vezes. Aquele tique nervoso me alarmou: papai só reagia daquela maneira caso estivesse muito irritado. Já estava arquitetando os melhores planos de fuga que aqueles sapatos permitissem ao vê-lo andar em minha direção, porém alguém agarrou-me pelo braço antes que ele tivesse tempo de fazê-lo; olhei rapidamente para o lado e descobri que mamãe estava tão brava quanto, e era ela quem cravava as longas unhas pretas em meu braço. — Ouch, isso dói! — Reclamei. Mamãe pareceu não ouvir, mas se ouviu, fingiu que não. Comecei a ficar inquieta, afinal, nem mesmo sabia que diabos tinha feito de errado! Mamãe me largou - ou melhor, empurrou - na cadeira de minha penteadeira e virou-se para trancar a porta. Toda aquela situação já estava me dando arrepios.

— Então — ela começou, encarando-me com os olhos muito cerrados. — Vai me explicar como fez essa aberração ou terei de complicar as coisas e arrancar as informações de você, Eun Soo? É melhor que conserte isso antes de Manon chegar, ou terá sérios problemas. — Ao perceber minha expressão confusa, ela revirou os olhos e apontou com o queixo para o espelho da penteadeira com impaciência. Soltei um gritinho; meus cabelos estavam ondulados, volumosos e pareciam pegar fogo de tão vermelhos; pareecia que eu usava uma peruca escandalosa, como as de tia Manon. Minha boca abriu-se em um perfeito "O" e passei a tentar explicar que não fazia ideia de como aquilo tinha acontecido, e mamãe deu uma risadinha de desprezo. — Por favor. Não nasci ontem, Eun Soo. É melhor falar a verdade e consertar isso logo. Tem até às... — Ela olhou para o relógio e acrescentou: — Três horas da tarde em ponto para me chamar, e quando o fizer, quero vê-la de cabelos lisos, castanhos e presos em tranças perfeitas, sem um fio fora do lugar. — Advertiu e logo em seguida retirou-se, trancando-me pelo lado de fora. Comecei a soluçar. Não tinha o menor cabimento eu estar passando por aquilo, já que nem sabia quando, como e por que meus cabelos tinham tornado-se ruivos de repente. Joguei a escova no chão e chorei alto, esperando que aquele pesadelo acabasse logo; de nada adiantaram as minhas súplicas mentais, pois as madeixas continuavam tão vermelhas e vivas quanto antes. Já podia ouvir os murmúrios da família de "aberração" em minha cabeça tornarem-se cada vez mais fortes, assim como o olhar de vergonha e decepção na expressão dos meus pais. Sentindo-me derrotada, baixei os olhos e a cabeça, baixando o choro para pequenos soluços silenciosos. De nada adiantaria tentar. Aquele estrago ficaria ali por horas, ou pior: para sempre, caso não conseguisse descobrir como desfazer aquele encantamento não-intencional.

Eu amava meus pais. Não tinha tanta certeza assim que eles me amavam.


—여길 봐 예쁘게 피었으니까


my heart is filled with scent of spring. look here, there’s only happiness that remains. lay everything down and hold my hand; i will make you walk only on flower paths.
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Inugami 犬神

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