Instituto Durmstrang
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Escritório da Presidência

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Mensagem por Godric Gryffindor em Sab Jul 29, 2017 4:31 pm

Escritório



O ambiente é amplo e de decoração minimalista, extremamente organizado, com prateleiras de vidro cobrindo totalmente uma das paredes. A janela de vidro é grande e dá vista direta para a praia e para as atrações do hotel. Para  adentrar no ambiente é preciso antes se identificar com a secretária na recepção.





"Bold Gryffindor, from wild moor."
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Mensagem por Yael L. N. Piffirman em Seg Jul 31, 2017 11:56 pm
THE STORM
i'm back, bitches
You can't stop me
 Estava sendo de um prazer indescritível retomar seu antigo posto. Não que o tempo em casa, integralmente cercada pela família, tenha sido ruim. Yael reconhece que foram tempos maravilhosos, mas cujo prazo vencera. A alma precisa ser alimentada por trabalho e socialização, acredita ela, e ambos não conseguem coexistir dentro da realidade confusa de sua vida pessoal. Sentia a necessidade de ter onde descarregar toda a sua energia e criatividade e, principalmente, precisava ver novos rostos, estabelecer novas relações, retomar as rédeas de sua vida e de seus negócios. 
Seu antigo escritório fora completamente reformado a pedido de seu pai, o que considerava uma agradável surpresa. O cômodo agora lhe causava uma estranha sensação de acolhimento da qual não se lembrava. Era minimalista, mas inexplicavelmente familiar. Encarou a foto da filha no colo de Sasha ao se aproximar da mesa, sorrindo de canto. Algum dia aprenderia como explicar ao mundo o quanto é possível amar alguém de maneira tão altruísta a ponto de desistir de todos os seus sonhos para vê-la mais um pouco.
Abriu os arquivos, puxando uma pasta com o rótulo "FINANCEIRO". Mesmo afastada, estava sempre checando estes mesmos dados para se certificar de que uma pessoa de fora nos negócios de seu hotel não mudasse a ética e honestidade da empresa. Passou e repassou mil vezes todos os dados da ficha, em busca de qualquer furo imaginável, embora soubesse que era impossível que algo do gênero passasse por sua inspeção. Charles era de sua lista de confiança, mas também sabia que se houvesse algo em sua gestão que a incomodasse, ela cairia matando. Agora que seus pais tinham deixado o encargo de gerir tudo isso aos filhos, fazia questão de honrar o nome que sua família levou tanto tempo para construir. 
Um problema com algumas camareiras não displicentes lhe perturbava o sono a alguns dias, então assim que se viu livre, pediu à secretária que as encontrasse, chamando também a responsável pela área. Pouco tempo depois, as três mulheres estavam sentadas nas cadeiras, de frente para ela. 
Yael as observou de cima a baixo, analisando-as. A mais nova, cujo crachá apontava o nome Cecile, parecia ter deixado a escola a pouco tempo. Tinha a postura de quem admitia a derrota antes mesmo da tentativa, cabelos tão negros quanto a noite e olhos pretos sem viço. Sentiu os cabelos do braço arrepiarem ao notar as unhas pretas de pó e umidade da jovem. A menina encarava o chão em silêncio, como quem previa a bronca. 
Ao lado da mesma, sentava-se uma senhora, por volta de seus trinta e poucos anos, cujos olhos azuis pareciam que poderiam se tornar brancos à menor oscilação da luz. Seus cabelos castanho claro eram perfeitamente alinhados em um coque no alto da cabeça e Yael pensou em quão proveitosa poderia ser se ela tivesse a mesma dedicação com seu trabalho quanto tinha com as madeixas. 
A outra eram velha conhecida da morena. Camily era a senhora de 40 anos mais jovial que alguém poderia conhecer. Era enérgica e organizada e sua semelhança com a patroa a levou ao encargo de coordenar o setor de limpeza, mesmo não possuindo qualquer diploma além da formação primária.  
- Eu chamei as três de uma vez porque o que eu vou falar pra uma, vale pra todas. Eu não quero saber a "justificativa" para eu ter tanta reclamação quanto ao serviço de quarto de vocês duas, então eu vou ser bem clara: eu faço questão de ser extremamente justa nos pagamentos de vocês, quanto a cumprir seus direitos e tornar o ambiente de trabalho de vocês o mais agradável e protegido possível.  -  A mulher senta sobre a mesa, com os braços escorando o corpo. - Mas eu também tenho um compromisso a honrar com cada cliente e pra isso acontecer vocês precisam honrar o compromisso de vocês comigo. Essa vai ser a primeira e única advertência porque quem me conhece sabe que eu não falo duas vezes, então fiquem bem atentas: Ou vocês duas cumprem com as suas funções, o que inclui limpar até mesmo os lugares que nem todo mundo vê, mas que estão sujos, ou vocês saem e dão oportunidade para alguém mais interessado! - A mulher esbraveja, se referindo às reclamações constantes de sujeiras encontradas embaixo da cama, nos cantos das paredes ou atrás de portas. - E tem mais, eu quero ver a higiene pessoal de vocês ser impecável, porque pra começo de conversa não se limpa nada sendo sujo. Se eu quisesse ver sujeira pelo hotel, contratava um punhado de porcos. - Yael estava simplesmente furiosa com essa história, uma vez que a reclamação não era de um ou dois clientes, mas de vários ao longo do mês. - Camily, ou você cuida melhor do seu setor ou vamos ter que conversar sério quanto a isso. Você sabe que eu não admito o descaso! Quando uma delas faz besteira, a sujeira respinga em você, pense nisso. - A discussão levou cerca de meia hora e Yael observou transtornada enquanto as duas saiam. Não estava convencida de que as tinha afetado, mas uma coisa era verdade: era seu único aviso. 
Yael era de fato muito justa e generosa com seus funcionários e sempre fora aberta para ouvir qualquer pedido. Aqueles que tinham problemas pessoais de qualquer gênero que afetassem seu desempenho tinham sempre as portas de sua sala abertas para uma conversa franca, mas considerava imperdoável que não dessem valor ao ambiente e a seu próprio trabalho. Uma coisa era perder em desempenho, outra era sequer se esforçar para fazê-lo.
Algumas horas depois, mais calma e após um satisfatório horário de almoço com a família, a morena entrou em uma reunião com a equipe de marketing, financeiro e um grupo de engenheiros e arquitetos contratados. A mulher tinha feito uma reforma completa no local, modernizando-o completamente e para esta nova fase, nada melhor do que uma nova campanha de divulgação. Queria que tudo fosse perfeito. 
O planejamento das campanhas tomaria as horas restantes de seu dia, mas uma mensagem de sua mãe a faz interromper a reunião. Assim sendo, deixou o escritório e liberou sua secretária, uma vez que não havia porque ficar ali se ela mesma não estaria. - Violet, você pode ir. Eu estou saindo e não volto hoje, mas se puder chegar um pouco mais cedo amanhã, tenho uma reunião importante com o pessoal do RH às 8h e gostaria que estivesse presente. - Sorriu diante da confirmação da mulher e deixou o local, aparatando na casa da mãe. A menina tem os olhos marejados e o joelho ralado, a cara de falsa inocência que sempre faz quando apronta alguma coisa. - Qual foi a da vez?  

Δ


— she was like a storm,
silenced by her own thunder, a lullaby lost in the hum of summer flies, a comet swalloed willingly by her mother sun, so afraid of her own terrible light that she rather turned to dust pretending to be no more than a sigh of silver dying silently, but a storm is never able to undo
Do not wait for it.
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Mensagem por Yael L. N. Piffirman em Sex Ago 18, 2017 4:45 pm
THE STORM
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You can't stop me
 
"SASHA, PRECISO QUE VOCÊ BUSQUE A SAVANNAH PRA MIM NA ESCOLA E DEPOIS PRECISO DE VOCÊ AQUI ÀS 20H. JÁ CHAMEI A BABÁ E ELA VAI ENCONTRAR COM VOCÊS LÁ EM CASA. EXPLICO QUANDO ESTIVER AQUI. TE AMO!

Tinha um jantar de negócios importante naquela noite e, sabendo que seu cliente estaria acompanhado, Yael logo decidiu requerer a presença da esposa. A morena detestava estar sozinha nestas situações tão formais, por mais que estivesse habituada a elas. Além disso, Sasha parecia lhe dar sorte. Sempre fechava excelentes contratos ao lado da loira. 
Já tinha começado o dia a mil por hora, com uma pilha enorme de papéis enviados pelos diversos setores administrativos do hotel que precisavam ser aprovados. Encarava fixamente uma lista de produtos faltantes no estoque do restaurante quando a secretária juntou-se a ela. - Quem está na contabilidade hoje? - A jovem pensa um pouco antes de lhe responder. - Pois diga a ele que o quero aqui pra ontem. - Poucos minutos depois um homenzarrão, ainda mais alto que a morena, cuja barriga pendia sobre o cinto apertado que lhe segurava as calças adentra no local. Yael lhe estende o papel com um olhar duro e repreensivo. - Vocês, por acaso, checaram as listas que receberam dos administradores? Eu não preciso ler isso aqui duas vezes pra saber que tem algo errado acontecendo no restaurante. - O homem parece confuso e Yael aponta diversos produtos, suas respectivas quantidades e, por fim, a data da última aquisição daquele setor. - Você vai me dizer que com nove dias, NOVE DIAS, na baixa temporada, eles conseguiram gastar isso tudo de produto? Tinham estoque pra quase um mês, Kalil! 
O moreno expõe que não sabe como isso aconteceu e que ela talvez devesse questionar o administrativo do restaurante e não a ele. Yael logo se irrita com a insolência do rapaz e se levanta da cadeira, olhando-o de cima. - Ele será questionado, digníssimo, mas se eu pago o salário de um bando de marmanjos da contabilidade, sabe o que eu espero? SERVIÇO! É sua obrigação dar conta de problemas como esse e reportá-los, tal qual é função do administrador evitar que eles aconteçam! Quando você pegou esse papelzinho lindo lá na sua mesinha, engraçadinho, deveria ter percebido que não tem cabimento a receita que eles estão gerando com a quantidade de produtos consumidos!  - Seu rosto estava vermelho, como todas as vezes em que se estressava. - Some daqui e só me volte quando encontrar o irresponsável que aprovou o encaminhamento disso pra contabilidade E o palhaço que fez a lista. 
 Respira fundo antes de pressionar o dedo contra as teclas do telefone, solicitando a presença de sua secretária novamente. - Entregue, por favor, os documentos da pasta azul para a advogada. Estão todos aprovados e assinados. Ela tem meu aval para prosseguir como considerar melhor nesse caso. Avise também que preciso agendar uma reunião com ela o mais rápido possível, confira minha agenda e marque em qualquer horário que esteja livre. A pasta verde entregue, por favor, para a Kamilly, na gerência do RH. Diga que pode anunciar as vagas e marcar os horários para quinta e sexta da semana que vem. Vou decidir quem será o entrevistador e lhe aviso até a segunda-feira. - A mulher assente em afirmativa para cada informação passada por Yael. A morena estava sempre espantada com a capacidade de reter informações da funcionária e valorizava muito seu trabalho graças a isso. Observou os três funcionários parados atrás da jovem e lhes lançou um olhar duro. - Por enquanto é só, Violet, obrigada! Feche a porta, por favor. - Yael percebe os três tremerem ao ouvirem seu pedido. Era conhecido no hotel que Yael só fechava as portas do escritório quando 1. estava tratando de um assunto pessoal ou 2. algum desastre colossal estava prestes a acontecer. 
- Albert, Theodore e Kalil... Sentem-se, por favor. Eu nem sei por onde começar. É a primeira vez na minha vida em que eu tenho que lidar com um problema desse tipo, o que está me pondo em sérias dúvidas quanto a poder ou não confiar em vocês. - Kalil parece ainda mais perturbado do que quando deixou a sala em primeira instância. Yael os fita nos olhos ao falar e fala pausadamente. - Eu suponho que você, Albert, tenha uma boa explicação para o motivo de ter pedido tantos itens na lista, afinal, você a escreveu, correto? - O rapaz afirma. - Eu só fui no estoque e vi o que tava faltando, senhora. - A mulher pressiona os lábios em uma linha rija. - E quanto a você, Theodore? Não sei que você sabe contar, mas a receita gerada pelo restaurante não bate com essa planilha de gastos. - O homem balbucia meia dúzia de palavras dizendo não saber como isso aconteceu e Yael se levanta, andando em círculo em volta dos três. - Eu não vou perder meu tempo brigando com vocês, porque eu tenho mais o que fazer. Só chamei vocês aqui pra dizer uma única coisa: eu vou abrir uma investigação para descobrir o que está acontecendo, tanto lá embaixo, quanto na contabilidade e quando eu descobrir o que está acontecendo, saibam que cada centavo de prejuízo será cobrado de vocês com juros e correção monetária. - Ela respira fundo, apoiando-se com os braços sobre a mesa. - Vocês terminem, por favor, o dia de trabalho de vocês e aguardem o comunicado de afastamento. Se vocês não tiverem nada a ver com essa bagunça, ficarei feliz em vê-los novamente. 
Com os senhores longe de sua vista, dirigiu-se ao departamento jurídico para resolver o problema o mais rápido possível e entrou em contato com um dos contadores de seu pai, pedindo-lhe para fazer uma revisão das finanças da empresa. Yael era difícil de se enganar, mas não era contadora ou economista para poder afirmar tudo com cem por cento de certeza. Se suas suspeitas fossem confirmadas, não queria imaginar como se sentiria. 
Todo esse processo levou cerca de duas horas produtivas do seu dia e não estava nada feliz, embora tentasse relaxar. Precisava parecer bem para o jantar. De volta em seu escritório, tomou em mãos a bolsa e foi ao banheiro para ajeitar o cabelo e maquiagem. Assim que retornou, encontrou a loira sentada em sua cadeira. - Então, senhorita, do que se trata? 


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