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Sala dos Professores

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Mensagem por O Pergaminho Mágico em Sex Abr 14, 2017 7:50 pm

Sala dos Docentes

Localizada atrás de uma porta dourada, os docentes possuem uma sala definitivamente glamorosa, onde a entrada de alunos não é permitida. Havendo tudo para deixá-los mais confortáveis, assim como salas de reuniões e pequenos escritórios para cada um.

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Mensagem por Oh Ji Hoon em Qui Ago 10, 2017 9:26 am
HE
Despertar nos braços de Killian foi sem dúvidas delicioso, meu rosto estava pousado sobre seu peito quente quando os primeiros raios solares entraram pela janela, e a lembrança daquele instante permanecia vívida em meus pensamentos, assombrando-me, assim como a visão dos belos olhos amendoados dele, fitando-me com ar preocupado. As memórias da noite que antecedeu esta haviam me atingindo em cheio, a vergonha me levando a fingir que não as recordava, me fazendo sentir-me péssimo por ocultar e atuar diante da única pessoa que fazia meu coração acelerar de forma tão descontrolada. Eu não era mais jovem, e saiba disso. Sabia que Killian também não era um garoto, apesar de seus traços e atitudes juvenis, de sua forma suave e confortável de ser. Eu lhe devia a verdade, apesar de me faltar coragem para tal.

Cedi ao aperto em meu peito, sozinho naquela sala dos docentes, não haveria quem julgasse meus traços abatidos. Inspirei o ar de forma longa e lenta, levando as mãos para trás de minha cabeça, de modo a pousá-la sobre os dedos entrelaçados, estalei o pescoço permitindo que os pensamentos de ajustassem melhor, antes de pegar um pergaminho em branco e começar a escrever uma carta, que sequer tinha ideia se chegaria a seu remetente, se teria coragem o bastante para fazê-la alcançar seu destinatário. As palavras desprendidas ali possuíam calor, levavam com elas uma parte de mim, meus temores, meu orgulho. Killian certamente me odiaria após lê-las, certamente quebraria a confiança estabelecida em nossa relação sem nome. Confiança já tão abalada após o que o homem presenciou naquele bar.

Killie havia acessado meu bloqueio emocional, o homem de alguma forma penetrou todas as minhas barreiras, quebrando-as uma a uma e mostrando-me como era sentir o calor do seu afeto, o conforto de seus braços e a paz de pertencer a alguém. E eu tão estupidamente estava jogando tudo aquilo fora, por um medo insano de jamais significar a ele o que seu falecido esposo significou. De jamais poder ser merecedor de sua honesta e gentil forma de amar. Eu sequer sabia se um dia seria capaz de nomear o que tínhamos. Todas aquelas emoções, temores e conflitos foram transpostos para o pergaminho, e tão somente esperava que ele pudesse compreendê-los, ainda que não pudesse perdoá-los.

Meus lábios sentiam falta dos dele, minhas mãos ansiavam por percorrer novamente sua pele, mas tudo que minha consciência dizia era que deveria me acostumar o quanto antes a não ter coisa ou outra. A não ter o timbre de sua voz, nem a imagem de seu sorriso travesso. Nem seus carinhos e sua forma particular e única de me enlouquecer quando tomava-me para si. Fechei os olhos com força, apertando a pena sobre o pergaminho, uma pequena mancha de tinta formou-se no local, em formato de uma lágrima, saltei-a e continuei escrevendo, não havia tempo para preciosismos, não com tantos sentimentos saltando para fora de mim de forma simultânea. Estava envergonhado, por medo de ser traído, o trai, faltei com a verdade e aquilo vinha consumindo-me dia após dia, matando-me mais que a dor da primeira traição.

Killie estava impregnado em mim, e eu duvidava muito que pudesse restar algo de mim mesmo em um mundo em que ele não me pertencesse. - Te amo, Killian Bang, eu te amo... - ouço o som da porta se fechando, ergo os olhos vendo-o adentrar o recinto, aceno enrolando o pergaminho, a cabeça pesada enquanto passo por ele, sem saber se ouviu minha confissão, deixando em suas mãos o que havia acabado de escrever. - Killie, não tive coragem de dizê-lo pessoalmente, se não puder perdoar-me, ao menos terei a certeza de que reparei meu erro. - retirei-me da sala com a sensação de dois paquidermes sentados sobre os ombros, sentei-me ao chão do outro lado da porta, escondendo o rosto entre as mãos, em um choro sem lágrimas.




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