Instituto Durmstrang
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[FP] Vênus Owen Chermont

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[FP] Vênus Owen Chermont

Mensagem por Vênus Owen Chermont em Ter Abr 11, 2017 10:44 pm

Vênus Owen Chermont
Onze anos — Estudante — Bruxa — Avril Lavigne

DADOS IMPORTANTES
Habilidade desejada » Metamorfomagia

Motivo pelo qual deseja a habilidade » Porque é a habilidade ideal para a trama da Vênus e ajudaria a dar mais criatividade e emoção ao que planejo para ela.

TESTE DE USO DE HABILIDADE

Era véspera de natal. Estava sentada na janela do meu quarto observando a neve cair lá fora. Papai havia dito que Jake viria passar conosco aquela data festiva e que eu não devia me preocupar com seu atraso. Eu ainda não tinha idade suficiente para ir para Beauxbatons e por esse motivo havia passado praticamente sem meses sem ver meu irmão. Ainda não tinha me acostumado com a ausência dele. Isabel como todo ano não retornaria para casa, como nunca passava os natais com minha irmã eu já não me preocupava, havia até mesmo enviado seu presente via-coruja. –Pai, tem certeza que ele vem? – Olhei meu pai de canto de olho começando a ficar desconfiada. Novamente meu pai garantiu que Jake chegaria e estava apenas atrasado devido a quantidade de neve que estava caindo. Minha diferença de idade para a de Jake eram de exatos três anos. Tinha preparado para ele um cartão com um desenho que eu mesma havia feito com a frase “melhor irmão do mundo”, além de ter eu mesma pintado uma caneca com nós dois desenhados passeando pelo parque. Estava verdadeiramente ansiosa para presenteá-lo.

Desci as escadarias da casa e fui até a cozinha onde boa parte dos meus parentes já estavam reunidas. Uma mesa bem grande ficava praticamente no meio da cozinha, cheia de comidas e bebidas natalinas, além de vários de meus primos tentando roubar algo para comer antes da ceia. As banquetas que ficavam do lado direito e encostadas na parede já estavam limpas e cheias de sobremesas que seriam consumidas mais tarde. Corri até a pequena arvore de natal que havia conseguido enfiar ali e conferi se o meu presente ainda estava ali. Agradeci mentalmente por Krampus não ter roubado o que tinha feito para Jake e novamente virei-me para meu pai, que nesse momento já estava na cozinha novamente. –Acho que ele não vem. – Apontei para o relógio que marcavam onze e meia da noite. Jake chegaria com alguns outros primos meus que também estavam atrasados, o que de acordo com meu pai, significava que ele viria, mas que deveriam estar com problemas para se locomover até nós. Quando a campainha tocou, sai como um tiro em direção a sala já esperando encontrar meu irmão. –Jake! Jake, eu fiz um pres....- Parei a frase no meio. –Cadê o Jake? – Perguntei para Lizzy que chegou carregando algumas malas. –Ele não quis vir esse ano. – Ouvi a voz de outro dos meus primos dizer. –O Jake não vem? – Senti que meus olhos começavam a se encher de lágrimas. Eu tinha passado horas fazendo o presente de natal dele e tudo que queria naquele momento é que ele viesse passar um tempo comigo. –Porque ele não quis vir? – Fui ignorada por completo.

Talvez ele tivesse tido algum problema para vir, alguém deve ter impedido ele, provavelmente Krampus. Esperei que todos estivessem na cozinha conversando distraidamente e fui até a árvore de natal pegando o presente que havia feito para meu irmão. Com cuidado passei pela sala e fui para o lado de fora de casa, dando de cara com um mundo praticamente todo branco. –Preciso ir em Beauxbatons buscar Jake, ou ir atrás do papai Noel. – Murmurei para o vento. Caminhei incansavelmente pelas ruas brancas do bairro onde vivia sempre procurando placas que poderiam me levar ao polo norte para falar com o papai Noel, ou me levar para Beauxbatons onde podia encontrar meu irmão. –Jakeeeeee! – Gritei para a neve. –Eu fiz um presente para você. – Choraminguei um pouco enquanto o frio começava a me incomodar. Abracei o meu casaquinho por alguns instantes e decidi continuar. Já não sabia dizer mais onde estava e como faria para voltar para casa, mas tudo que pensava era em entregar o presente de Jake. Sabia que meu pai já deveria ter suspeitado de algo e provavelmente havia começado a me procurar por toda a casa, até notar que havia saído para a vizinhança, então se quisesse ir até meu irmão, precisava ser rápida. Comecei a correr pela rua enquanto sentia meus dentes baterem devido ao frio. Sempre que podia chamava o nome de meu irmão, que eu tinha certeza que me responderia caso estivesse por perto.

Estava começando a ouvir vozes chamando o meu nome, mas pareciam distantes demais para me encontrarem. Não queria ser achada ainda, precisava encontrar meu irmão primeiro. Decidi correr um pouco mais enquanto olhava para trás, até que o pior aconteceu. Tropecei em alguma coisa e me estabaquei no chão. Com isso o presente de Jake também caiu e o barulho de “crack” indicou que algo havia quebrado. O bilhete de melhor irmão do mundo passou voando próximo a minha cabeça enquanto eu tentava pegar o que havia restado da caneca. Comecei a chorar ao perceber que não teria conserto devido aos milhares de pedaços que tinham se espalhado e misturado com a neve branca. Nem mesmo me importei com o pequeno corte no dedo que havia feito na tentativa inútil de juntar aos pedaços. –Agora o Jake não vai ganhar presentes. – Os soluços causados pelo choro começavam a aumentar. –O que eu direi a ele? – Falei entre lágrimas enquanto voltava a tentar unir os pedaços da caneca. Uma voz que chamava o meu nome foi ficando cada vez mais próxima de onde estava. Eu já tinha desistido de fugir dos meus parentes, minha missão tinha fracassado. –Jake vai me odiar. – Falei ao ver o vulto de meu pai. Seu rosto parecia confuso e preocupado ao mesmo tempo. Mostrei para ele o que havia acontecido com a caneca e retornei a chorar. –O que eu vou fazer? – Perguntei para meu pai. –Vênus, desculpe pelo atraso. – Escutei a voz de meu irmão. –Jake? – Chamei enquanto via que ele estava ao lado do meu pai. –Eu fui atrás de você, por que eu não queria que ficasse sem o seu presente de natal, eu tinha feito uma carta e ... – Parei de falar devido a um soluço. –Eu estraguei o seu natal, meus presentes foram destruídos. – Abaixei a cabeça enquanto o via se aproximar. Será que ele me odiaria? Jake provavelmente não ia gostar de ficar sem presentes. Meu irmão se abaixou de frente para mim enquanto tinha o cuidado de não quebrar ainda mais os fragmentos da caneca. –Vênus, você está machucada. – O vi segurar o meu dedo e examinar o pequeno furo. Recebi um beijinho em meu dedo e logo ele já havia me convencido a me levantar e me abraçar. –Por favor, não me odeie. – Pedi para ele ainda chateada com toda a situação. –Odiar você? Nunca tive uma irmã que saísse desesperada de casa para me entregar um presente que ela mesmo fez. – Ele e meu pai pareciam mais tranquilos agora. –Me disseram que você não viria. – Escondi a cabeça nele. –Eu apenas atrasei um pouco, me desculpe. – A voz de meu irmão beirava o remorso.

-Não quis preocupar você e o papai. – Falei em tom de desculpas. –Só queria achar você ou o papai Noel para poder te dar o meu presente. – Começava a parar de chorar. –Vênus, porque o seu cabelo está tão branco? Você andou pintando enquanto estava fora? – A pergunta de Jake me deixou confusa. Apenas neguei com a cabeça enquanto ele e meu pai começaram a me analisar. –Tem algo de errado comigo? – Perguntei passando da tristeza para a preocupação. Novamente eles fizeram uma cara meio surpresa. –Por favor, diz que não é nada ruim. – Olhei para Jake. –O seu cabelo mudou de novo. –Foi tudo que meu irmão disse. –É melhor irmos para casa.

Após a descoberta:

Alguns meses se passaram desde o ocorrido no natal, desde então andava tendo dificuldades para manter minha aparência real. Sempre que ficava muito nervosa ou chateada com alguma coisa, algo em mim mudava e por isso tinha sido proibida de sair pelo mundo trouxa. Podia acabar revelando nosso segredo sem ter a intenção de fazê-lo. Por outro lado, a metamorfomagia me ajudava bastante a sacanear meus primos quando os via fazer algo errado, nem sempre tendo sucesso. Me sentia confusa com tudo que tinha ocorrido e até achava meio surreal o fato de poder mudar minha aparência sendo que mais ninguém parecia conseguir fazer o mesmo.
Havia escutado meu pai contando várias histórias sobre minha mãe que pelo que ele me contava, também podia fazer a mesma coisa. Sentia um pouco que tudo aquilo era algo ruim e injusto, pois minha liberdade havia sido bastante reduzida e alguns de meus tios me achavam meio esquisita por isso. Era chato quando não queria que soubessem como me sentia pois exigia uma concentração gigantesca para não me delatar. Meu pai sugeriu que eu deveria dedicar algumas horas do meu dia para praticar de frente a um espelho mudanças de forma e controle de minhas emoções, mas por vezes eu preferia brincar.




V ênus 'Owen' Chermont
Rainhas más são as princesas que nunca foram salvas.



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Manson Noble

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Re: [FP] Vênus Owen Chermont

Mensagem por Nerida Vulchanova em Qua Abr 12, 2017 12:36 am

Ficha Aceita


* NERIDA VULCHANOVA *
FUNDADORA DO INSTITUTO DURMSTRANG - STAFF MASTER




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