Instituto Durmstrang
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[FP] Clarice G. Süskind

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[FP] Clarice G. Süskind

Mensagem por Clarice G. Süskind em Ter Abr 11, 2017 11:30 am

CLARICE GUTIERRE SÜSKIND
27  — DOMADORES DE DRAGÃO — BRUXO — EVA GREEN

DADOS IMPORTANTES
Cargo desejado » No caso de Bruxos das trevas é preciso informar se deseja ser Comensal ou Mercenário.

País atual » França (apesar de viajar por toda Europa)

Habilidades » Nenhuma.

DESCRICÕES
Descricão psicológica » Durante a adolescência, fazia o tipo garota-problema, sendo conhecida pelas confusões que se metia. Mas sempre conseguia se safar. Tem uma mente afiada, respostas ácidas na ponta da língua, é um tanto sarcástica e vingativa. Guarda rancores com extrema facilidade e nunca se sabe dizer se brinca ou se fala a verdade quando alega planejar um homicídio.

Biografía » Clarice podia dizer muitas coisas a respeito de si mesma. Como havia conseguido uma cicatriz no quadril com apenas treze anos, ao escapar de uma festa regada a álcool; como havia quebrado o nariz de um garoto com treze; como sabia conjurar mais azarações e divertia-se com a imagem de trouxas sob o efeito de Cruciatus aos quinze. Mas ela não podia dizer a respeito dos anos no orfanato. Na verdade, não conseguia.

Quando seus pais morreram, ela tinha apenas 10 anos e seu irmão, 11. Mas, para ela, eles estavam mortos desde seus oito anos, quando se deixaram capturar pelos aurores ao invadir a casa em um inverno alemão.

Qual era o mal em aprisionar os ratos trouxas e torturá-los?

A garota não compreendia. Trouxas, dizia seu pai, eram inferiores aos bruxos. Criaturas desprezíveis, feitas para servir. Um dia, repetia ele, os bruxos iriam sair das sombras. Poderiam praticar magia durante o dia e sem se preocupar com os limites impostos pelo ministério.

A mulher, agora com 27 anos, podia falar durante horas sobre o irmão. Sobre como foram separados e sobre o quanto o amava, de uma forma que as pessoas não compreendiam. Nunca compreenderam. Sven era o seu chão, seu apoio. Apenas um ano mais velho. Ele parecia um anjo sob seus olhos.
Um anjo que fora arrancado de seu convívio pelos mesmos trouxas que seus pais detestavam.

Os dois foram para um orfanato e os trouxas não entendiam os segredos sussurrados entre os irmãos. Os sorrisos compartilhados à noite, na penumbra. As freiras do orfanato decidiram que aquilo era ruim, que tal relacionamento era imoral e escandaloso. Sven era uma má influência para ela.

Não demorou até que uma família estrangeira adotasse Clarice e Sven ficou para trás.

A família que a adotou a levou para a França, onde viveu dos doze até os quinze anos. Depois, Inglaterra. Para sua sorte, era um casal bruxo e compartilhava de algumas ideias de seus pais, mesmo que ela os considerasse covardes demais por ficar apenas em palavras. Mas Clarice agradecia pela adoção ter sido feita por eles. Ela não saberia o que fazer caso fosse adotada por trouxas.

Os dois tentaram, por diversas vezes, consertar o espírito quebrado da garota, sem sucesso. Ensinaram-na que era preciso fingir e omitir seu asco pelos trouxas, coisas assim não eram bem vistas pelo resto da sociedade. Como magizoologistas, incutiram nela a paixão por animais, especialmente os de sangue frio. Dragões sendo, de longe, seus prediletos.

Tornou-se uma perita em venenos ainda na época de Hogwarts, tendo causado vários “acidentes” com colegas no percurso. Durante todo esse tempo, manteve-se em contato com o irmão mais velho, sem que o casal descobrisse ou desconfiasse. Até que, ao completar 17 anos, eles se reencontraram.

Seus pais adotivos – mesmo que ela recusasse a chamá-los assim – morreram quando completou vinte anos. Ela não conseguiu se importar, mas foi ao velório e ao enterro, prestou homenagens, fingiu o luto. Aos 22 começou a viajar pelo mundo com o dinheiro herdado.

Assim, conheceu os primeiros santuários de dragões e passou a trabalhar com eles. Preferia os animais às pessoas e gostava de estar com criaturas tão imponentes e fascinantes.
TESTE DE AÇÃO
Descrição » O fim da tarde era agradável. Havia sempre uma vermelhidão no céu normalmente cinzento, um gotejar de cores vivas, uma explosão. Ela gostava de sentar na campina e observar enquanto o mundo criava a própria pintura, como se deuses duelassem para saber qual cor preencheria a abóbada antes de tudo ser escuridão.

E, quando nada mais podia ser visto, era quando ela gostava mais do mundo.

Acendeu um cigarro com um isqueiro velho. As luvas de couro protegiam suas mãos. Tinha feições delicadas, sabia. Costumavam duvidar quando ela falava a profissão que tinha. Quem esperava que uma mulher tão esguia pudesse ser capaz de domar feras tão hostis? Mal sabiam, entretanto, que para domar criaturas tão serpentinas, era preciso ser capaz de compreendê-las.

Já diria uma amiga sua: quem mais entenderia uma víbora, senão outra?

Em dias comuns, era complicado o suficiente se aproximar de fêmeas. Mas aquele dia era especial. Uma Verde Galês havia posto ovos, a reserva estava em frenesi e tudo se tornava ainda mais difícil.

— Antes dragões que crianças — murmurou para si mesma, quando abriu a porta da imensa gaiola, feita para o animal.

Aproximou-se do ninho devagar. A dragão se enroscava ao redor do próprio corpo, e parecia resmungar, vez por outra. A verde-galês tinha olhos fixos no descampado ao redor. Suas escamas contrastavam com o ambiente seco pelo fogo, queimado durante o que deveria ser as contrações do parto. Não era recomendável ninguém entrar no ambiente até que todos os ovos estivessem no ninho. O perigo era inimaginável, ou como Clarice costumava dizer: era suicídio. Mas cada um fazia as próprias escolhas.

— Uma criatura tão bela e ainda assim — suspirou — depende de nós para continuar a espécie. É deprimente, não é? Ter que depender dessas reservas — falava com o animal com cautela, em tom baixo. Era acostumada a entrar nos refúgios, a capturar dragões hostis e feras selvagens.
Naquele caso, era uma dragão que há muito habitava os campos na Escócia. Uma fêmea que chegara ali pequena e com asas feridas e fora cuidada desde o início por ela. Gostava da dragão, mais do que jamais gostaria de pessoas.

Ainda assim, não era louca. Ao menos, não para isto.

O lema de Hogwarts ecoava na sua cabeça, a frase em latim dizendo claramente “nunca cutuque um dragão adormecido”. Ela preferia dizer que não era sábio cutucar um dragão, mas se você soubesse como e onde tocar, podia ser ao menos seguro.

Quando deu outro passo em direção à dragão, a viu ergueu a cabeça. Os olhos reptilianos lhe encararam e Clarice respirou fundo. Precisava se aproximar. Os ovos deveriam ser postos em incubadoras especiais, onde poderiam chocar longe da mãe. Ela achava o procedimento ridículo, preferia que a natureza fizesse a própria ordem, mas ali, não era ela que mandava. Não por enquanto. E alguns dos ovos seriam comercializados, ela sabia, para homens cujo dinheiro comprava tudo, incluindo a própria lei.

— Calma. Estou aqui para ajudar — falou. Sabia que mentia e que talvez a dragão não a entendesse, mas apostava nos anos cuidado das asas verdes, na confiança nutrida durante o tempo em que o espécime não podia sequer voar.

Dragões não eram bestas cruéis, mesmo que o Ministério assim dissesse. Eram seres ímpares, leais e inteligentes.

Ela se sentia estúpida tentando enganar aquela dragão. Claro, tudo era uma questão de adestramento, sendo a dragão um espécime resgatado, fora treinada desde muito antes a obedecer certos comandos. A lógica era simples, era preciso desenvolver um estímulo, uma resposta a algo que fizesse a fera recuar.

Normalmente, aquilo era feito com muitos domadores. Utilizava-se de algum objeto para dar a sensação de dor, como uma maldição cruciatus – talvez, não nesses termos. E em seguida também se criava a sensação de recompensa, muitas vezes com comida. O objetivo era simples, fazer com que o dragão enxergasse seu domador como superior, mesmo que fosse muitas vezes menor que o réptil.

Conferiu o sino em sua cintura, o objeto prateado tilintou uma única vez quando deu outro passo e a postura da fera se tornou defensiva. Sorriu. Mesmo que a verde galês estivesse tensa, sabia que a resposta defensiva seria mais imediata e ela só precisava de um instante, um momento no qual pudesse retirar os ovos da mãe.

— Da próxima vez que quiserem ovos de dragão, mandarei os malditos descerem aqui eles mesmos. Quem sabe você não os torra e me poupa o trabalho de matá-los.

A dragão a encarou, erguendo o corpo e dando um passo em sua direção. Clarice apertou a varinha. Tudo era um jogo. Cautela e paciência nunca eram demais.
Outro passo. Outro. Aproximava-se com a mesma postura defensiva que sempre o fazia. Mas fora descuidada, um galho e todo o encanto sobre a fera estava desfeito. O craque ressoou entre as duas – dragão e mulher – e a fera rugiu. Clarice rodou para o lado quando viu a verde galês abrir a boca e o jato em sua direção. Não estava no foco, mas poderia ser atingida por ele.
Ela não hesitou.

— Aqua Erupto! — conjurou. O jato d’água suprimiu parte das chamas. O suficiente para que houvesse tempo de pegar o sino e sacudi-lo. O ímpeto e a frequência fizeram a criatura sibilar.

A dragão fechou a boca, se enroscando ao redor do próprio corpo. Encarava Clarice com uma fúria incendiária. A bruxa não pensou muito, tinha o momento de debilidade que necessitava, precisava correr até os ovos e pegá-los e foi isso que fez. Acenou com a varinha para o sino e fê-lo levitar, o som ininterrupto preenchendo a cela enquanto ela pegava os ovos e os colocava dentro da bolsa. Era ágil no movimento. Assim que depositou o último dos cinco ovos, caminhou até a saída da gaiola, acenou novamente para o sino, pegou um pedaço generoso de carne de dentro da bolsa – encantada com um feitiço indetectável de extensão – e a jogou para o ar.

— Windardium Leviosa.

A carne flutuou até a dragão e ela sorriu.

— Eu adoraria lhe entregar pessoalmente, mas depois de roubar seus ovos, você deve querer meus braços e não só um pedaço de gado. — Sorriu. — Eu faria o mesmo.

Ao trancar a grade, expirou o ar em seus pulmões. Sentindo que respirava, com tranquilidade pela primeira vez desde que havia entrado.
Era apenas mais um dia de sua rotina. Outro no qual ela saia viva.
DARK WIZARD:
A seguir, narre uma das seguintes missões (a escolha da missão é sua). Todas elas serão analisadas da mesma forma: ortografia, coerencia, versatilidade nos feitiços usados e, é claro, a crueldade.

△ Missão 1 » Encontrar e Destruir: Você deve ir até o norte da Rússia, em um famoso hotel onde personalidades importantes vem e vão. A chave de portal, de acordo com o nosso informante, é uma taça banhada em ouro, com o brasão de Luft. Roube a chave de portal DISCRETAMENTE e então a destrua, dentro ou fora do hotel. A escolha é sua. Seja razoável!

△ Missão 2 » Assassinato: Você deve entrar furtivamente na casa de um auror, onde ele mora com sua esposa, e matar apenas ele, sem acordar sua parceira. Note que é uma casa bruxa e de um auror... Seja coerente e cauteloso.

△ Missão 3 » Duelo: Um auror detetive encontrou nosso esconderijo enquanto você estava vigiando. Antes que ele aparate, você o alcança e ambos param em uma floresta. Você não pode deixar que ele saia dali com vida! Narre tudo, desde a sua descoberta do auror, depois todo o duelo e então seu regresso ao esconderijo. Seja razoável no duelo!
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Domadores de Dragão

Idade : 27
Localização : França

Registro Bruxo
Casa: Sonserina
Habilidade: Necromante
Galeões: 800
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Re: [FP] Clarice G. Süskind

Mensagem por Nerida Vulchanova em Qua Abr 12, 2017 12:27 am

Ficha Aceita


* NERIDA VULCHANOVA *
FUNDADORA DO INSTITUTO DURMSTRANG - STAFF MASTER




BULGARIA LADY
INSTITUTO DURMSTRANG
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