Instituto Durmstrang
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[FP] Piotr Aleksey Yurasov (Concluída)

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[FP] Piotr Aleksey Yurasov (Concluída)

Mensagem por Piotr Aleksey Yurasov em Dom Mar 12, 2017 5:45 pm

Piotr Aleksey Yurasov
20 Anos — Profissionais Bruxos — Bruxo — Jakub Gierszal

DADOS IMPORTANTES

Cargo desejado »

Profissional Bruxo, mais exatamente como um artista

País atual »

Londres - Reino Unido

Habilidades »

N/A

DESCRICÕES

Descricão psicológica »

  Um quadro expressionista abstrato é definido pela extrema fluidez emocional que apresenta, Pollock o via como um sentimento puro e simplesmente a extensão de um artista por si só, desde a maneira com a qual segurava o pincel até a escolha de tintas, tudo isso eram traços do artista que por sua vez imprimiam grande parte da sua personalidade em sua obra, talvez essa seja uma das melhores maneiras de explicar o principal traço pessoal de Piotr.

 O artista parece deixar um traço de si em tudo que faz, seja mantendo suas mãos inquietas ao permanecer em uma conversação, talvez sempre observando atentamente cada detalhe dos arredores a cada passo, ou até mesmo a maneira com a qual coloca latte em uma xícara, deixando sempre o desenho de uma folha nesta. Piotr sente-se capaz de observar cada pequeno detalhe do cotidiano, usando-o como forma de expressão para sua arte, ou até mesmo como forma de expressão para si mesmo.

 Tão jovem e já capaz de inibir seus sentimentos, ou melhor, expressá-los de forma subjetiva. É bem difícil observa-lo se irritar com alguém, ao invés disso termina demonstrando isso com isolamento, e constantes ataques de mau-humor, mas nunca diretamente com a pessoa. O mesmo poderia ser dito de uma grande parte de seus sentimentos, apenas acentuando sua timidez e falta de iniciativa própria.

 Sua criatividade é de fato impressionante, algo até sensorial, parecendo deixar óbvio sua genialidade artística através de qualquer contato que se tenha com ele, levando em conta que estes são de certa maneira limitados. Seus quadros normalmente expressam seu estado emocional, sendo a melhor maneira de lê-lo, isto é, caso você seja uma das poucas pessoas às quais ele permite acesso ao seu portfólio.

 Uma alma que nasceu para a arte, mas ainda assim fadada à solidão, Piotr é um garoto alegre demais para a vida que levou, o reflexo de sua personalidade com certeza marcará os que conheceu de certa forma, assim como as pessoas com quem conviveu deixaram marcas permanentes na vida dessa criança amaldiçoada.
Biografía »

 Vladimir "Esganador" Antonovich foi de fato um notório mercenário que atuou no Norte Europeu, suas vítimas variavam desde aurores até simples trouxas, tendo apenas a morte por asfixia em comum. O assassino esteve solto até meados 2003, quando foi assassinado por um auror francês na região de Bordeaux, mas já era tarde demais...Desde seu surgimento até a sua morte o bruxo das trevas era suspeito de cerca de 80 execuções e 6 estupros, um destes sendo o caso de Pietra Yurasov.
 
 A Família Yurasov tratava-se de uma linhagem bruxa de sangue-puro, ao menos uma das poucas que restaram no Leste-Europeu após as execuções realizadas por Vladimir, que misteriosamente envolviam basicamente herdeiros e herdeiras de grandes famílias localizadas na região. Pietra era de fato a mulher que viria à herdar o comando da família, isso se não tivesse morrido durante o nascimento de uma criança bastarda, criança que era fruto de um estupro o qual marcaria a história dos Yurasov, já que isto havia lhes custado a vida de uma bruxa que poderia vir à tomar a vanguarda da medicina bruxa. O garoto foi tido como "indesejável", e membros mais velhos cogitaram inclusive abandona-lo em um orfanato qualquer, o que provavelmente teria ocorrido caso Alexander não se voluntariasse para criar a "Criança Amaldiçoada".

 Alexander Yurasov era um bruxo de certa maneira peculiar, viver como artista plástico não era exatamente o que se esperava de um bruxo, mas ele basicamente parecia não se importar. A maior parte da família o via como uma aberração, isso também se devia ao seu grande contato com trouxas e sua ideologia libertária que parecia estar bem à frente de sua família. O artista chegou à estudar religiões trouxas, assim como terminou seguindo o Budismo, ato que era deplorável para o resto de seus parentes conservadores. Alexander talvez fosse tão rejeitado quanto o garoto à quem deu o nome de Piotr, provavelmente isso os tenha feito se darem tão bem conforme cresceram juntos, já que o pintor tinha apenas 19 anos quando decidiu tomar conta do garoto que vários julgavam amaldiçoado.

 A infância de Piotr pode ser considera extremamente heterodoxa, podia-se dizer que nenhuma criança poderia ter tantos material para desenho quanto Piotr, o que motivou sua criatividade desde pequeno, já que basicamente Alexander deixava a criança usar tudo que havia em seu ateliê, obviamente com a exceção de algumas tintas tóxicas e canetas de tinteiro. O garoto sempre teve a escolha de sair para brincar com outras crianças, o que seu tutor inclusive encorajava, mas parecia que conforme conhecia a arte ia se distanciando do resto dos humanos. A magia também foi extremamente presente na sua infância, como tecnologia trouxa também, acompanhando o desenvolvimento de ambas, embora não se afeiçoasse muito à nenhuma. O garoto pensava que tudo do que precisava era de uma tela em branco e tinta.

 Alexander desejava matricular Piotr em Hogwarts, mas por escolha própria o menino decidiu frequentar  Durmstrang, já que isso lhe pouparia de ver seus primos, bruxos que por acaso eram conhecidos por sua arrogância e elitismo. Em Durmstrang foi alocado para Haus Luft, um fato mais que óbvio, já que Alexander também havia pertencido à mesma casa. Piotr não fez muitas amizades nos anos que passou estudando, mas as poucas que fez pôde levar por um bom tempo, exemplos disso são Draco Bergmann e Peter McCain, um astuto jogador de quadribol de Haus Feuer e um jovem músico de Haus Luft, ambos mantiveram uma longa amizade enquanto estudavam juntos, amizade que infelizmente não veio à permanecer após a formatura, quando se separaram ao decidir seguirem suas próprias ambições.

 Uma das lembranças que Piotr traz de sua época de escola é Orfeu, um Russian Blue com quem conviveu por anos. O gato foi um presente de Alexander que Piotr ganhou ao começar seus estudos bruxos. Trata-se de uma das poucas lembranças que trás, já que era péssimo montando em uma vassoura e seu desempenho acadêmico foi apenas razoável. Durmstrang não se tratou de uma fase tão importante na vida do jovem artista, ao menos não tão importante quanto o que estaria por vir.

 Após se formar decidiu começar a vender suas obras, negociando tanto com galerias bruxas quanto com galerias trouxas, e com o dinheiro guardado de várias vendas foi capaz de comprar um apartamento em Londres e um pequeno espaço que foi capaz de transformar em uma galeria. Piotr está atualmente focado na cena artística londrina e procurando expandir seus horizontes enquanto busca pessoas e conceitos para motivarem sua arte.
 
TESTE DE AÇÃO

Gotículas de água caíam na janela que eu fitava intensamente, cada gota parecia seguir seu caminho único até a base do vidro, onde sumiam da minha visão e pareciam viajar para um local distante. Eu me ajeitava na cama, tinha acabado de acordar e mais um dia de chuva parecia ter começado naquela cidade que mais parecia a sintetização de desejos artísticos, lugar o qual eu havia me mudado não fazia nem algumas semanas direito, mas que ainda assim já amava intensamente.

Com os pés descalços me levantei do bolo de lençóis que eu chamava de cama, me dirigindo à cozinha americana que compartilhava o mesmo cômodo da sala de estar, fazia o mesmo Latte de sempre naquela máquina de café que parecia ter herdado de Alex. A madeira do piso estava mais quente do que eu esperava, já que dediquei o tempo vago à sentir o ambiente em que estava, ambiente este que não poderia me parecer mais aconchegante.

-Latte...Chuva...Arte...O que mais posso esperar dessa cidade?- eu vociferei assim que tomei a xícara em mãos, estava prestes à levar a bebida para minha boca quando ouvi o interfone tocar, pela minha infelicidade eu já sabia quem era, assim sequer me dei o trabalho de atende-lo, apenas apertei o botão para liberar o elevador.

Joguei meus olhos sob a tela em branco que repousava no canto da sala, próxima  à ela estavam vários quadros cobertos por panos brancos, além de minhas maletas com tantos tipos de pincéis e tintas que jamais seria capaz de explicar sobre todos à um ser-humano. Antes de me dirigir à porta eu dei um pulo no quarto do apartamento, colocando uma calça e um casaco para atender a visita, bem, ao menos não seria próprio fazê-lo de pijama.

A campainha tocou justamente após eu terminar de me vestir, calmamente andei pelo corredor até a porta do apartamento, abrindo-a e me deparando com aquela mulher de cabelos ruivos com um corte curto, sardas em seu rosto e uma vestimenta que eu categorizaria no mínimo como formal.

-Sie Stark...O que faz aqui à essa hora? Acabei de acordar- disse ainda em tom sonolento, me virando e permitindo que entrasse no apartamento, alguns segundos depois ouvi a porta se fechando.

-Essa hora? O que você quer dizer com essa hora?- ela quase berrou com raiva, fazendo-me perceber o quanto cerrava os punhos e rangia os dentes -São Duas e quarenta e cinco da tarde, eu vim pela manhã para pegar o quadro, mas você não atendeu a droga do interfone- a voz parecia estar se acalmando, mas a mulher parecia cada vez mais nervosa.

-Quadro? Que quadro?- ainda permanecia calmo, tentei oferecer café mas ela negou com a cabeça. Eu realmente não me lembrava de nenhum quadro, exceto...-Ah, aquele para a exposição pós-modernista?- parecia me lembrar -Ele não era para o dia treze?-

-Hoje é dia treze- finalmente berrou, virando suas costas e se dirigindo para a saída do apartamento -Você jogou fora uma grande oportunidade-

-Espera um momento-  parecia que havia ocorrido uma confusão, realmente não entendia como isso tinha terminado assim, mas ao menos tentaria resolver -Até quando posso te entregar o quadro?-

-Ora, parece que não entende a gravidade da situação, já deveria ter entregue- ela estava abrindo a porta e pondo seus pés para fora.

-Que tal antes das cinco?- disse até com certa naturalidade, embora apenas tenha percebido o que tinha acabado de propor após ter terminado de falar.

-Me ligue até as quatro e quarenta e cinco- foi seu ultimato, fechando a porta e se retirando.

Eu diria que eu estava bem, isso se ignorasse o fato de que eu havia acabado de prometer entregar em menos de duas horas um quadro que sequer havia começado, de fato uma coisa que eu não tinha à perder era tempo.

Com um gole de Latte eu me aproximei do cavalete, colocando uma tela em branco neste e observando meus arredores, eu precisava montar uma paleta de cores rapidamente. Corri para o meu quarto, onde observei o céu cinzento que se misturava com tons de azul escuro, usando meu celular eu tirei uma foto da cena que envolvia minha cama e grande janela. Em seguida abri um dos meus grande malotes, este em específico possuía tinta acrílica. Normalmente eu utilizaria tinta óleo, mas ela demoraria várias horas para secar, coisa que eu não tinha tempo para fazer, logo teria que lidar com o brilho da tinta acrílica à fim de conseguir uma obra pós-modernista que se expressasse bem na situação.

Após a escolha das cores e as apliquei em cima de uma das minhas paletas, escolhi a de mogno para a ocasião, isso devido à umidade no ar e o tipo de tinta. Em seguida abri minha maleta de pincéis, tomando uma grande variedade de tamanhos e formatos destes e pondo-os de lado. Ajeitei o cavalete para que pudesse encaixar a tela de formato retangular, e em seguida comecei à pintar. Os momentos seguintes se basearam basicamente no que eu realmente acreditava ser magia, a criação de arte da expressão, mutação de sentimento em comunicação.

Meus braços já estavam cansados e minhas mãos sujas quando terminei, ao observar o relógio na parede da sala pude perceber que era cerca de quatro e meia, realmente foi apertado, e não chegou à ser uma das minhas melhores obras, mas creio que foi capaz de passar a mensagem.

Liguei para Meredith, avisando que o quadro estava pronto, o embalei e em alguns minutos dois rapazes de terno vieram pegá-los na porta do meu apartamento, já era cerca de cinco da tarde quando decidi tomar banho, logo após sair do banheiro recebi um telefonema da Sie Stark, informando que o quadro estaria na exposição, e que um carro chegaria para me buscar às oito...Bem, acredito que o resto da noite se resumiu à evitar muita atenção e voltar para casa o quanto antes, ainda tendo certa esperança de poder ligar para Alexander ou desfrutar de boa literatura.

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Re: [FP] Piotr Aleksey Yurasov (Concluída)

Mensagem por O Espelho do Destino em Seg Mar 13, 2017 11:12 pm

Aceito, bem vindo


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