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Tribunal 10

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Tribunal 10

Mensagem por Nerida Vulchanova em Sab Set 17, 2016 3:49 pm


NÍVEL 10: tribunal 10

Ficam no décimo andar do Ministério da Magia, onde não se pode chegar de elevador. O acesso é feito por uma escada que fica no nono andar, ao lado da porta do Departamento de Mistérios. O corredor que leva às salas dos tribunais é longo e feito de pedras negras e desiguais, iluminadas por tochas.As paredes da sala são feitas de pedra escura e iluminadas por tochas semelhantes às do corredor. Há vários bancos dispostos na lateral do Tribunal, mas na frente, nos mais altos bancos de todos, é o local onde sentam os membros do Conselho de Bruxos. O Tribunal 10, onde foi realizada a audiência de Harry Potter por ter conjurado um patrono em frente ao seu primo Duda, é utilizado apenas para causas especiais. Harry esteve nele durante o Torneio Tribruxo, por meio de uma lembrança encerrada na Penseira da sala de Dumbledore. Ele presenciou o julgamento que condenou Belatriz Lestrange e Rodolfo Lestrange à prisão perpétua em Azkaban pela tortura e incapacitação permanente de Franco e Alice Longbottom, pais de Neville.






* NERIDA VULCHANOVA *
FUNDADORA DO INSTITUTO DURMSTRANG - STAFF MASTER




BULGARIA LADY
INSTITUTO DURMSTRANG
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Re: Tribunal 10

Mensagem por Hermione Jean Weasley em Dom Abr 30, 2017 6:41 pm


Superior Tribunal Ministerial Mágico Britânico
O Caso do Menino Licantropo


Convocação. Em toda a minha vida sempre tive essa palavra como um pilar utópico de exemplo, um chamado importante realizado, uma lisonja que apenas pessoas importantes podem receber, uma digna honraria. Quando somos jovens - e não temos tanta responsabilidade -, tudo parece ser tão belo e fácil, por favor não quero frustrar ninguém, a vida tem muito de bom, mas também existe o lado ruim e tenso de todas as coisas. É um equilíbrio triste: preto/branco, sorte/azar, amor/ódio, coragem/covardia. Um mundo de sinônimos invadia meus pensamentos enquanto navegava por entre os Níveis Ministeriais Britânicos dentro de um elevador veloz que partia num rasante para me deixar próxima ao ponto mais subterrâneo existente: Nível 10 - Tribunal.

A audiência estava a prestes a começar, nestes casos, por mais que fosse Chefe do Departamento de Execução das Leis em Magia do Ministério Britânico, havia uma bruma criada desde os tempos mais remotos, que, naquele Tribunal apenas havia três diferenças entre quaisquer bruxos e trouxas que comparecessem ali: ou se fazia parte do Corpo Geral no Tribunal, ou se era o Juiz - autoridade máxima no Tribunal -, ou se era o réu. Dessa forma, por cima de trajes sociais comuns, havia uma vestimenta especial a ser utilizada: uma túnica em tom carmesim escuro, assim como um chapéu similar a de formandos de Universidades Trouxas. Assim como a vestimenta era desconfortável, o tribunal também era: havia um nível de altura distinto entre o centro no qual o réu se assenta e as arquibancadas na qual todo o restante se distribuía. Sempre tive um incômodo excessivo por conta da arquitetura do local, se todos dizem que somos iguais perante à Lei, porque não todos estarem no mesmo nível daquele pavimento?

Perdão, realmente estou tensa.

Sobre a Convocação em si: Uma confusão escolar generalizada. Porém fatal. Desde a época anterior a qual ingressei dentro da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, sempre existiram casos híbridos de bruxos: Licantropia, Vampirismo, Sereianismo, Meio-Veelas e Meio-Gigantes. Todos eles supervisionados por perto tanto pelo Ministério quanto pela Diretoria de tal instituição. Em tempos modernos, em que os novos bruxos da sociedade convivem simultaneamente com assuntos Mágicos e Não-Mágicos, a curiosidade é um ponto chave que, se mal trabalhado, pode levar às mentes mais frágeis ou em formação de caráter tomarem as atitudes mais infelizes. O caso em especial tratava de um Ataque de Lobisomem que resultou na morte de um estudante. Manter a serenidade e não se emocionar diante do caso era uma dificuldade árdua, apenas o fato de olhar o jovem Licantropo no assento dos réus era deploravelmente triste: talvez por uma ignorância com pitadas generosas de medo, o menino possuía correntes pesadas e enferrujadas presas à seus pulsos e calcanhares, unindo-os. Assim como suas roupas, rasgadas e sujas, talvez tivessem detido o rapaz justamente na noite em que este manifestou a Licantropia. Não citarei o nome de nenhum dos envolvidos no caso por integridade da identidade de todos, e por este ser um ponto Confidencial Ministerial.

Naquela audiência torturante, havia um roteiro simples a ser seguido: as testemunhas a favor do réu explicavam tudo o que podiam em defesa deste, por vezes existem as testemunhas de acusação que eram ouvidas logo após - mas aquele caso não incluía esta parte -. Tanto o Juiz quanto qualquer membro seja convocado para integrar o Conselho de Bruxos pode realizar entrevistas com o réu - o que também não aconteceu -, após esta situação, o conselho se reúne e realiza uma votação, mas nem sempre o juiz toma a opinião do conselho, e tem total autoridade para vetar a opinião dos conselheiros para dar a sentença.

Por esses e outros motivos, estava tão tensa que não tive coragem de entrevistar o réu - um garoto -, e a situação seguiu adiante sem nenhuma interrupção. Exceto pelo juiz, o Superior Tribunal Ministerial está em silêncio, provavelmente abalado pela situação o réu já não exibia sinal de resistência, tampouco força para argumentar em sua própria defesa. Talvez estivesse tentando aceitar o destino que já parecia estar traçado e enfiar em sua cabeça à realidade de Azkaban.

Outro conselheiro já me perguntava se eu estava em condições de votar diante daquele caso - Sim, estou bem. Gosto de refletir bem antes de tomar decisões. Voto pela inocência do réu. - Aos poucos todos os conselheiros presentes realizaram a votação, a qual foi transmitida ao juiz daquele tribunal. Em questão de minutos todos novamente estavam em seus lugares para ouvir a sentença - Diante dos fatos apresentados, eu... - Algo me moveu, eu não poderia presenciar uma injustiça, e assim eu levanto a mão destra e acabo de interromper a autoridade máxima daquele tribunal - Juiz, com licença... - O ato resulta em um fuzilamento imediato com o olhar cruel daquele juiz - Senhorita Granger, o que tem em mente para cometer tal atitude? Como Chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia e com o conhecimento de Direito Constitucional e Penal que possui, sabes exatamente a ordem dos atos de uma audiência judiciária.

- Senhora Granger-Weasley, por gentileza. Exatamente como Chefe do Departamento de Execução das Leis da Magia e com o conhecimento de Direito Constitucional e Penal que possuo me sinto na obrigação de fazer um adendo. Por mais que seja uma quebra de protocolo. Serei breve. - Conseguir meu espaço dentro do Ministério da Magia não foi fácil mas aquele homem sabia que eu conhecia a Constituição Ministerial do início ao fim, como uma segunda Bíblia - O Artigo 200 do Capítulo II - Estatuto da Criança e do Adolescente deixa claro que entende-se por adolescente, o jovem de 11 à 17 anos de idade. E que em Parágrafo Único, logo abaixo de tal artigo, diz que é passível de reclusão o jovem a partir de 15 anos de idade, o réu no caso, tem dezesseis.

- Em seguida, no mesmo Estatuto, Artigo 201, é deixado claro que é dever da família, da sociedade e do Ministério da Magia em suas atribuições, assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à vida, saúde, alimentação, educação, lazer, profissionalização, cultura, dignidade, respeito, liberdade a à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda a forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Nada insinuo tampouco acuso, pois sei da integridade de todos os membros presentes neste tribunal. Mas deixo claro, o caso envolve sim um assassinato, um homicídio culposo, em que não se há intenção alguma de matar. É deixado claro que a vítima era um amigo próximo do réu. O caso há uma fatalidade, em que o réu é primário. Deixo aqui este adendo para ser considerado. Peço perdão pelo momento inadequado para tal, mesmo assim, é algo de suma importância. - Assentindo de maneira insatisfeita, e sob olhares chocados de membros do conselho dos bruxos, o juiz deu a sentença.

- Diante dos fatos apresentados, e com base nos artigos Vigentes na Constituição Ministerial Britânica de 2010, eu declaro o réu culpado de todas as acusações apresentadas e o sentencio à reclusão domiciliar durante o período Lunar referente à sua anomalia Licantrópica, e deverá ser assistido por um membro qualificado do Departamento de Execução das Leis da Magia em tal situação. - Aliviada ouço o som do martelo daquele tribunal e todos se encaminham para a saída, porém opto por seguir rumo ao ponto no qual os pais daquele jovem permaneciam aos prantos, sou abraçada pela mãe do garoto que mal conseguia dizer "Obrigado" - Não precisa agradecer, aquele Juiz é um desgraçado.

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Re: Tribunal 10

Mensagem por Alexander Preysing Kvasir em Qui Maio 25, 2017 11:14 pm


Os pássaros cantam ao lado de fora, a sonoridade de suas vozes é onipotente e chama grande atenção do jovem dos olhos azulados. Alexander dormia em um sono profundo, evitava ter contato com as pessoas, afinal tinha muito trabalho pela frente e teve que terminar seu último ano de estudos na mansão da família. Dizem que a vida nos ensina muitas coisas, assim como aconteceu com o homem, mas não se arrependia por suas atitudes, antes tomadas sem ter qualquer intenção de machucar ou ferir alguém. Os raios solares ultrapassavam as janelas, refletindo grandes quantidades de luz em sua face, e uma coruja rajada picava o vidro com tamanho desespero; como se algo muito sério estivesse acontecendo. O garoto de cabelos aloirados se levantou, caminhando até a cabine de madeira, onde deixou a entrada livre para o animal que antes estava eufórico. Ela possuía uma pequena carta do ministério, onde este tinha uma nova proposta para um julgamento mais breve naquela tarde.

Ele podia demonstrar seu conhecimento e começar a trabalhar algumas horas adiante, por isso não tardou muito em tomar um longo banho. Suas vestimentas foram escolhidas com tamanha cautela para que conseguisse se mostrar bem instruído e dedicado naquele que estaria por vir em sua vida. Os julgamentos o faziam ter certo animo, pode ser que pela maneira em que julgava as pessoas, ou não. Aparatou até o ministério, aquele local era exatamente perfeccionista como o juiz, parecia representar paz e tranquilidade a todos que antes estavam presentes. Subiu até o seu departamento e colocou o a toga apta para os que ali se encontravam. Quem iria ser julgada ali era um comensal da morte, sem qualquer chance de devesa e com muitas testemunhas no ato. -Vejamos... -Murmurou o juiz de cabelos castanhos, deixando um sorriso transparecer aos lábios, demostrando frieza. -Dois trouxas... Um auror morto no ato... A promotoria parece que não deu muito tempo ao senhor. -Gruiu, esperando com que as provas fossem colocadas em pauta.

Não aconteceu o que pretendia, parecia que o advogado do réu havia desaparecido de maneira repentina, ‘’sobre um suposto chamado’’ -Bem... Sem qualquer defesa lhe declaro culpado, indiciando a prisão perpetua em Azkaban sem qualquer chance de revogação do processo. -Essas foram as últimas palavras do homem, o réu presente lhe lançava olhares furiosos, como se fosse matá-lo ou algo do tipo. Outros julgamentos também deveriam ser feitos. Assinando e carimbando documentos para ministra, vendo também todas as celas vazias que estão na prisão de Azkaban.  
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Re: Tribunal 10

Mensagem por Larus Blackwell em Dom Maio 28, 2017 5:51 pm

I think we have an emergency - Pt. 3 - Final
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Protesto! Relevância. - Afirmou, avidamente, erguendo-se de súbito da mesa talhada em mogno e filigranas relacionados aos símbolos distintivos do Poder Judiciário Mágico, insculpidos sobre as beiradas de toda a extensão de madeira. O juiz que não ostentava dos melhores semblantes ao representante das criaturas, rapidamente cortou-lhe com um olhar desinteressado. - Negado. - O rapaz tornou a se sentar, olhando de relance para sua representada, ao passo que continuava atento a cada linha da argumentação enojante por parte dos réus. Seus dedos faziam voltas e mais voltas pelos longos e densos fios de barba, ao passos que suas pernas sacudiam freneticamente no ritmo em que os afluentes sanguíneos mais faziam entrar em erupção, em todas as células que o compunham. - Protesto! Indução. - Bradou, firmado no mesmo posicionamento de eixo de outrora. - Negado, os réus estão buscando evidenciar a conduta da serviçal, com fulcro na supremacia do direito à defesa. - Ele, então, espalmou as mãos sobre a mesa, de modo a fazer com que o defensor da parte contrária, bem como o restante dos espectadores voltassem atenção a si. Do seu lado, tão somente como sinfonia de fundo, o choro contido por parte da pequena elfa. - Vai ficar tudo bem, Kione, eu prometo. - Disse, sem olhar para a pequena criatura, tão somente, fuzilando aquele bruxo repulsivo com pompas de lorde inglês, aristocrático, casto; daquele tipo infame que acha que pode tudo contra quem quer, em vista de uma suposta "superioridade sanguínea". Do que dependesse do zeloso ministerial, aquele circo acabaria ali; era hora de máscaras caírem.

- Honorável representante da defesa. Meritíssimo. - Após o último citado, prontamente, o ministerial dirigiu-lhe um aceno de fronte, olhar astuto e vivo. - Pois bem, senhor Cavendish. Não negas a prestação de serviço por parte da autora durante todo o período fixado na inicial, que perfaz em torno de 16 anos? - Indagou, do modo mais polido e firme que conseguia, contudo, antes que pudesse obter qualquer tipo de resposta, já estava seu representante fazendo jus à soma de galeões que muito provavelmente o estaria extorquindo para defender tamanho calhorda. - Protesto. Indução à produção de prova contra si próprio. - E, por sua vez, pior papel o do magistrado. - Concedido. - Larus, rolou os olhos às órbitas, aproximando-se do inquirido, com os dois braços para trás. - É correto que a parte autora detém vínculo de gerações em torno de servi-lo e a sua família, exato? O senhor mesmo confirmou isso em depoimento alhures. - Entoou, de um modo enérgico - deveras intimidador, em verdade. - Sim, Kione e suas ascendentes estão a servir minha família por gerações. - Afirmou, um tanto quanto vacilante. - Desde tenra idade o senhor e vossos familiares estão aplicando, como é mesmo? Ah, sim, medidas de correção de comportamento em relação à autora, correto? - Fazia questão de usar as palavras utilizadas pelo mesmo, a fim de não suscitar nenhuma jogada e/ou anulação vindas de sua parte por meio de seu defensor. Um curto silêncio antecedeu o menear de cabeça do interrogado, no que o precavido ministerial, ainda de mãos para trás, se aproximou um pouco mais de seu alvo. - Seja claro! Responda sim ou não, senhor Cavendish! - Vociferou, colocando-se à frente do mesmo, de modo a pressionar-lhe, bem como de impedir troca de olhares deste para com seu defensor. - S-sim... - Falou, ao tempo de engolir seco.

- Pois bem. A parte autora convida-vos ao exame da prova constante nos registros encartados no pergaminhos às fls. 123. - Proclamou e com um floreio de mãos munido do instrumento convocatório, Larus convocou penseiras que passaram a cortar a atmosfera, no exato número de componentes do conselho na ocasião. Após, um a um, um pequeno frasco fora retirado e com o auxílio da cerejeira, distribuído aos presentes. O jovem defensor retornou ao próprio posto, tendo inundado a penseira com parte daquela esfumaçada e indefinível forma liquefeita, tendo, em seguida, tal qual aos demais, mergulhado a fronte no recipiente.


Memories.:

"Pouco a pouco, as cenas esfumaçadas cingiam-se em contornos mais cristalinos e claros. Primeiro, a imagem de uma pequena elfa, Kione, tal pudesse esboçar os primeiros passos, sendo chicoteada por um feitiço das trevas, por ter aparatado - vez que não possuía controle da própria magia -, quando os Cavendish se encontravam num jantar. A frágil criaturinha grunhiu, tendo sido salva por sua genitora, Prudence, que logo surgiu no bater de asas de um beija-flor e desaparatou com a pequena para o pútrido espaço ofertado a todos de sua linhagem sito no sótão. A mesma sorte, Kione não possuiria novamente na cena seguinte, já que poucos anos depois ela, Prudence, fora agraciada com o descanso eterno de uma sobrevida talhada pelas agruras e barbáries jamais cogitáveis por qualquer mente sã, sendo despojada, literalmente, como lixo, na latrina dos fundos da grande gleba dos Cavendish.

As cenas seguinte, então, deploráveis em si mesmas. Insultos físicos, ofensas verbais, estariam dentre o rol das coisa mais leves experimentadas por Kione. Em específico, a demonstração das mãos da pobre elfa que careciam de digitais, vez que apenas por divertimento, a sra. Cavendish a fazia carregar dois, três, até quatro caldeirões de uma vez, com o auxílio da magia e de suas próprias mãos, para as infusões de seu ungido banho de rejuvenescimento.

Até chegar na cena final, a gota d'água para que a pequena tivesse forças para revidar - tendo vindo procurar o auxílio do representante das criaturas mágicas; quando Kione após forçada a produzir descendentes por meio de uma maldição imperdoável para o controle de mentes, deteve sua prole afogada no rio que cortava o entorno da mansão pelo sr. Cavendish, já que só conseguira produzir dois franzinos descendentes do gênero masculino."



Após a exposição das cenas, com os presentes já exsurgidos do mecanismo mágico de exposição de memórias, Larus tornou a voltar diante do sr. Cavendish de um modo icônico. Tão logo recomposto, limitou-se a limpar parte das lágrimas que feneciam de sua face, tendo o encarado com uma expressão de repulsa. - A autora não tem mais nada a inquirir. Que Deus tenha piedade de ti... se for o certo a ser feito.

[...]

- É certo que através das provas apresentadas em juízo, a parte autora experimentou os danos ora alegados na inicial, os quais são veementemente rechaçados pelos ditames da sociedade mágica, bem como afrontam todo e qualquer princípio erigido pelo Estatuto de Igualdade dos Elfos Domésticos e Libertos. Isto posto, a decretação da liberdade da elfa Kione é medida que se impõe. Condeno o acusado ao pagamento de 1.000 galeões à parte autora, impondo-se, por oportuno, a pena de multa na metade do valor da condenação por cada dia de atraso no cumprimento da obrigação pecuniária imposta por este MM. Juízo Mágico.

Contrastando com o público presente na corte, Larus se manteve sério, tendo apenas se limitado a receber o abraço nas pernas por parte da mais nova elfa livre em solo britânico. - Eu queria ter lhe ajudado mais... - Diz, ao se abaixar para ficar na altura do ser. Quantas Kiones não existiriam ainda pelo mundo afora? Após, ambos rumaram, finalmente, para o exterior e no caso de Kione,  a um mundo repleto de novas possibilidades. Dessa forma, então, deixaram a corte.

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Re: Tribunal 10

Mensagem por Larus Blackwell Hoje à(s) 1:04 am

Anyone would do the same.
A
aurora cingia-se em contornos esfumaçados nas típicas matizes acinzentadas e soturnas por toda capital bretã. Os ventos ciciavam volúpias aos ouvidos de cada qual, anunciando o presságio de mais uma manhã agitada de trabalho. Através da tão conhecida entrada ministerial, Larus irrompeu do conhecido mecanismo ungido na simplicidade de uma cabine telefônica qualquer, tratando de perder-se entre as fileiras humanas que seguiam além das vistas. Serviu-se de um gole do chocolate quente adquirido na cafeteria da esquina, ao passo que se acomodava num dos cantos do elevador praticamente invisível. Ao chegar no respectivo, o rapaz ajeitou alguns fios do coque eriçados pelo vai e vem das traquitanas da engenhoca, apoderando-se de sua varinha a executar a abertura da porta de sua sala com um feitiço basilar. Balths, o elfo, ainda não havia chegado, de modo que o próprio jovem passou a verificar as pendências lançadas numa cestinha afixada de canto, bem ao lado da porta, de onde chegavam os inúmeros atos pelos quais perfaziam sua vida funcional.

De sobrancelhas arqueadas, passou a dar atenção a uma das pastas novas, cujo aviso de "urgência" inscrito na capa, chamava-lhe a atenção de pronto. Ali mesmo em pé, Larus passou à análise do conteúdo veiculado, logo servindo-se de sua tiracolo, o chocolate quente e uma anotação num pergaminho em branco, a fim de que quando Balths chegasse, soubesse onde o mesmo se encontraria.

Rapidamente, lá estava ele ganhando os corredores atarantado. E por mais que estivesse focado no que deveria fazer em seguida, pôde notar alguns olhares aborrecidos por parte de alguns conhecidos de trabalho que, tal como ele, iniciavam suas jornadas de trabalho. "Ele ganha mais que os outros no final do mês? Ele quer ganhar estrelinha no serviço? Ele acha que alguém se importa com o que ele faz no departamento?". Essas seriam as afirmações mais leves que ligariam o nome de Larus em relação a outros servidores. Você pensa que ele ligava? Nem um pouco. Ele usava tais adjetivos para desempenhar suas funções 10, 100, 1000 vezes ainda mais eficiente. E não para "mostrar o seu valor". Sim, por acreditar, realmente fazer a diferença no mundo mágico. Ah, isso ele fazia.

[...]

- Ha, ha,nhuas! Você o quê?! - Disparou em meio a risos, face mais do que resplandecida em relação ao franzino elfo que se colocava a contar todos os detalhes do que havia sucedido nesta manhã. - É isso mesmo, Moriel é um elfo livre! Moriel não é obrigado a se submeter a humilhações, ainda mais vindas de bruxinhos que nem agitar suas varinhas o sabem fazer direito! - Proferiu, o elfo mais do que empoderado. Ah, se todos os elfos tivessem os seus culhões; o mundo seria um lugar muito melhor de se viver, segundo a visão do ministerial. Sem nem ao menos dar atenção aos poucos servidores presentes na seção de realocação de elfos, o jovem, literalmente, aplaudiu a criaturinha. - Moriel! Você é o cara ou melhor: o elfo! - Falou, ao tempo de fazer uma reverência cômica em relação ao pequeno. Tão logo recompostos, Larus chamou o ser de canto, certificando, antes, a um servidor que gostaria de fazer uso do privilégio de sigilo entre defensor e seu mais novo representado. No ponto mais afastado na seção, ele encaminhou o pequeno, tendo repousado a destra sobre o ombro do mesmo. - Moriel, saiba que eu admiro muito sua coragem, de verdade. Para mim, vocês elfos deveriam ter o mesmo tratamento que os bruxos em relação ao uso da magia, que dirá em outros tantos direitos básicos. -Sopesou, de maneira calma e sincera. - No seu lugar, eu faria o mesmo e é justamente isso que tentarei provar diante do plantão judiciário. - Informou, olhando fixamente nos dois grandes globos esverdeados da criatura. - Mas você sabe, que no teu caso você não é a vítima da situação, né? Os fatos estão contra nós, num primeiro momento, mas você fez muitíssimo bem em não reagir à prisão executadas pelos aurores de campo. Isso já é um bom começo. - Discorreu, com exatidão, ao passo que mentalmente já elencava algumas dezenas de argumentos a utilizar na defesa. - Você tem como provar tudo que você me contou? Tem alguma testemunha? Os seus patrões deporiam ao seu favor futuramente? - Indagou, alternando o peso de uma das pernas sobre a outra. - Hmm...Moriel diz a verdade, isso eu posso garantir pelo bem mais precioso que possuo que é minha liberdade. Mas... Moriel acha que os bruxos não ficariam a favor de Moriel nesse caso... ainda mais pela repercussão do ocorrido... - Falou, com ar mais tristonho. O bruxo assentiu afirmativamente com a fronte, com um sorriso ameno no rosto. - Sim, eu sei bem como é Moriel. Nessas horas, todos nos viram as costas. Mesmo os que se dizem esclarecidos, que acompanham o progresso da sociedade, como deve ser o caso desses bruxos que o contrataram nessa loja, nesses instantes se acovardam, mesmo sabendo, mesmo tendo presenciado a verdade com os próprios olhos. - De um modo acolhedor, ele se agachou de frente à criatura, ofertando-lhe o copo de chocolate quente. - Não vai ser fácil, Moriel. Como disse, as circunstâncias não estão do nosso lado. Evidentemente, que se usarmos suas memórias pessoais do ocorrido, fatalmente, o vento estaria a nos favorecer. Contudo, para que isso seja feito, dependerá de uma perícia por parte do próprio Ministério, que levaria algum tempo considerável, a fim de se constatar que não forjou a lembrança e por aí vai. - Discursou, um pouco mais preocupado. - Bom, como disse, farei tudo que estiver ao meu alcance. Seguirei agora mesmo para o plantão judiciário mágico, onde tentarei incluir o seu caso na pauta do dia e trabalhar no relaxamento da sua custódia, está bem? - O elfo assentiu vigorosamente a cabeça em afirmação. - Trate de se comportar por aqui, pelo amor de Deus, sem mais nenhum ato desmedido, Moriel.


[...]

O relógio já havia anunciado a passagem do horário do almoço e ele ainda estava ali, com os pergaminhos da defesa apensados debaixo das axilas e os pés vagando de um lado para o outro. Balths já o encontrara momentos antes, porém, o rapaz, gentilmente, recusara a oferta por parte do próprio almoço daquele. Ele queria resolver aquela situação o quanto antes; se Moriel tivesse sua custódia relaxada, muito que bem; se não, sua cabeça já trabalhava nos próximos caminhos que, porventura, deveria seguir com mais esse processos em sequência.

Assim que a grande porta se abriu, bem como o nome do ministerial ser entoado por uma voz masculina, de pronto, o ministerial se apressou em prol da corte. - Boa tarde... meritíssimo. - Falou, de maneira calma e com um sorriso discreto nos lábios. Larus encaminhou o pequeno volume que antes estava debaixo do braço com um aceno de varinha, até o pedestal ao qual estava o membro do plantão naquele dia. De olhos ligeiramente cerrados, ele se atentou às feições joviais do julgador que, não parecia tantas primaveras assim tão experiente que o próprio. E consoante o nome contido numa plaquinha por sobre um dos cantos da grandiosa mesa, considerava-o novo no Ministério. Ele era sério e ostentava um quê de conservador, o que fez com que o defensor das criaturas chegasse a engolir seco. Ao tempo do membro da corte iniciar a folheada nas páginas, Larus aproveitou para refazer o próprio coque no topo do penteado despojado, de onde pendiam alguns fios propositalmente bagunçados.

Depois das primeiras impressões tiradas acerca do engomadinho, o ministerial pigarreou de leve, passando a falar com uma boa dicção e num tom leve, mas sério. - Trata-se da custódia ministerial de Moriel, um elfo livre que, segundo o depoimento dos aurores presentes da ocasião, teria quebrado as varinhas de dois bruxos menores de idade num comércio sito no Beco Diagonal. - Sopesou, de maneira compassada. - É a breve síntese do necessário. A defesa passará a se pronunciar tão logo esse MM. Juízo Mágico conceder-lhe a palavra. - Assim que verbalizou a última sentença, o ministerial correu com o olhos para uma ampulheta no outro canto da grande mesa, inspirando profundamente. Ele sabia que assim que o juiz concedesse-lhe o tempo cronometrado de defesa, ele teria que usar toda a argumentação plausível no caso em prol da liberdade de uma criatura. Ah, e isso ele faria tal qual sua própria vida estivesse diante daquela grande mesa, a ser julgada por quem de direito.


[Off] Interação com Alexander Preysing Kvasir. [/OFF]

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Re: Tribunal 10

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