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Las Vegas

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Las Vegas

Mensagem por Nerida Vulchanova em Dom Set 04, 2016 3:42 pm



Las Vegas



Las Vegas é a cidade mais populosa e mais densamente povoada do estado americano de Nevada. Localiza-se no sul do estado, no Condado de Clark, do qual a cidade é sede. Foi fundada em 1905, porém, tornou-se oficialmente uma cidade em 1911. Las Vegas é famosa por seus casinos. Na Las Vegas Boulevard, mais conhecida como Strip, se encontram os casinos mais imponentes do mundo como o Bellagio, Caesars Palace, Excalibur, Luxor, Mandalay Bay, MGM Grand, Monte Carlo, New York, New York, Paris, Stratosphere, The Venetian, Treasure Island, entre muitos outros.




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Re: Las Vegas

Mensagem por Kurt S. Staley em Dom Nov 27, 2016 10:01 pm


AVISO IMPORTANTE: O post a seguir contem cenas fortes e linguagem inapropriada. Caso você tenha um problema com isso, caia fora ou me processe, either way I don't give a shit.

Las Vegas foi o último lugar que eu resolvi tirar umas férias, antes de voltar a andar sem rumo mundo afora buscando um duelo. Era incrível como trouxas achavam que a sorte realmente podia fazê-los vencer alguma coisa. Aquele dinheiro de papel, constantemente molhado pela umidade do bolso, ou rasgado em vários pontos pelo desleixo. Pra que alguém iria querer aquele troço? Eu preferia evitar aquilo, mas arranjar brigas com eles era tão interessante!
Eu nem lembro o nome do cassino onde estava, mas era algo bem grande. A música era provavelmente algo do cantor trouxa Drake, quase certeza que era Own It. Mulheres com roupas sexys e vulgares dançavam por entre os homens, e os caras tentavam ganhar dinheiro por aí, usando de seus truques e blefes sujos. Eu me encontrava sentado na mesa de poker, entre um cara de chapéu de cowboy e outro com um terno branco e óculos escuros. Ninguém falava muito, apenas quando era necessário. Naquele caso, eu estava perdendo pela terceira rodada seguida, para o cara do chapéu, que já juntava no mínimo uns 2.000 dólares.
- Srta. Hepburn, você está fora.
A garota, que estava sentada de frente pra mim, balançou a cabeça, olhando para a mesa como se procurasse suas fichas, que no total eram 1000 dólares quando ela tinha entrado, e agora existia apenas pó. Ela parecia confusa.
Sim, provavelmente por causa da azaração que eu tinha lançado por debaixo da mesa... Sim, provável.
But anyway, back to the game. O "dealer" voltou a distribuir as cartas de forma ágil, como se cada movimento seu fosse uma dança exibicionista. Olhei mais atentamente para a mesa. Fora os carinhas dos meus lados, tinham mais dois jogadores, que estavam ao lado da garota que acabara de se levantar. Três pessoas já tinham sido eliminadas...
Acho que já tava na hora de brincar um pouquinho. Olhei as cartas. Um Ás de Espadas e um 4 de Paus. Sem esboçar reação, olhei calmamente para os outros competidores. O de chapéuzinho deu um leve sorriso, quase imperceptível. De propósito, me ajeitei na cadeira, fazendo questão de jogar o corpo um pouco na sua direção. A invasão de espaço fez com que ele me olhasse, e o contato visual era tudo que eu precisava. Bastou mentalizar a fórmula "Legilimens" e de repente a mente dele estava completamente aberta pra mim. Dois Ás'es. Filho da pu**.
- Subo 100 dólares. - A voz rouca dele estava cheia de confiança, um pouco demais até.
Um por um, os competidores foram saindo da rodada, notando a leve confiança na voz do sortudo, mas eu resolvi que iria além.
- Subo 500 dólares.
- Check.
O sorriso no rosto do velho era indescritível. Algo fez minha espinha se arrepiar lentamente, e aquele alerta não era algo que eu esperava. Meu corpo, já acostumado a sinais de magia, sentiu alguma coisa. E sutilmente a ligação mental se desfez. Ele escondeu a mão, mas não tão rápido que eu não pudesse ver uma varinha.
Tão rápido quanto eu tinha me sentado ali, me levantei com um sorriso calmo.
- Eu desisto. Se me dão licença, cavalheiros. - Lançando um sorriso maníaco para o cowboy, deixei as fichas na mesa e fui para a saída do cassino.
Mas a noite não estava acabada ainda...

(...)

Algumas horas depois, o cowboy saía do cassino, abraçado com duas garotas, uma de cada lado. Uma garrafa de whisky era segurada por uma das garotas, que beijava seu pescoço de forma sensual.
Soltei um sorriso que ninguém veria, já que eu me encontrava coberto pelas sombras de um beco, olhando atentamente enquanto ele entrava num carro de última geração com ambas as garotas e largavam pela rua, até o final dela.
Eu nem precisava segui-lo a pé, e seria estupido faze-lo. Girei o corpo com graça, mentalizando o topo do prédio no final da rua e num instante apareci no local mentalizado, vendo o carro ir até o fim de outra rua. Ele planejava ter uma longa noite de sexo e bebidas e drogas com aquelas garotas, depois de um grande sucesso no cassino com trouxas.
Mas aquele era o meu final. Velhote maldito não iria pegar meu papel naquela peça.

(...)

Continuam lendo? Não tem nada melhor pra fazer? SPOILER ALERT: AS CENAS A SEGUIR SÃO UM TANTO QUANTO FORTES. SE VOCÊ NÃO TEM ESTÔMAGO FORTE, GET THE F*CK OUTTA HERE!
Anyway, passamos mais algumas horas. O cenário é o seguinte: estamos num quarto de motel. As duas garotas estão amarradas, completamente nuas, sentadas em cadeiras. Suas maquiagens estão borradas com as lágrimas que descem de seus olhos, mas elas não emitem som algum por causa da mordaça em suas bocas, improvisada com um lençol.
Do outro lado, o velhote, só de cueca e seu chapéu (sim, eu coloquei o chapéu nele porque fica mais "macho"), também amarrado a uma cadeira. Ele ainda não tinha acordado, mas eu estava prestes a mudar isso.
- Enervate. - Sussurrei, apontando a varinha para a testa dele.
Pouco a pouco, o homem foi acordando, piscando os olhos lentamente e gemendo baixo, como se tivesse tomado uma pancada forte na cabeça.
- Mas o que... Onde...
- Vamos acordando, bela adormecida?
O homem finalmente levantou a cabeça para me olhar, piscou algumas vezes e então arregalou os olhos.
- Mas que merda...
- Olha a boca na frente das madames! - Dei um tapa na cara do velho, que estralou e ecoou pelo quarto inteiro. - Sem falar palavrão na frente de mulheres, por**! Mas que falta de respeito, oras...
Olhei para as garotas, que me olhavam com os olhos prestes a saltar das órbitas (nah, not really).
- Perdoem nosso amiguinho, garotas... - Voltei a olhar para o velho. - Ele não está acostumado a lidar com trouxas, não é mesmo senhor Warren?
- Vá pro inferno...
Agarrei o cabelo do velho com violência, puxando-o pra trás.
- Eu já estive lá. Lugar muito agradável, inclusive. Por isso vou te dar uma passagem só de ida pra lá, seu nojento de merda.
Soltei o homem e caminhei para o meio do quarto, abrindo os braços como um político na hora da declaração em eventos importantes.
- Um bruxo! Sangue puro como o senhor, trabalhador do Ministério da Magia! Se misturando com esses porcos imundos! - Apontei para as garotas. - É por causa de vermes como você que nossa sociedade está tão podre, senhor Warren. Bruxos que gostam de fod** com trouxas, que ficam em cassinos para encher a bunda com dinheiro trouxa e comprar hotéis caros, como se isso valesse muito!
- SOCORRO!
- ISSO, GRITA SEU ANIMAL! - Um soco acompanhou o grito, bem na boca do homem, fazendo a cadeira tombar para o lado junto com ele. - UM BRUXO PEDINDO AJUDA! - Agachei-me ao lado do homem, tocando com o dedo indicador o sangue que saía da boca dele. - Ninguém pode te ouvir, James. NINGUÉM. Grite o quanto quiser, seu merdinha, mas ninguém vai vir te salvar. Você é todo... Meu. MAS ANTES, nós vamos brincar um pouquinho com elas. Era isso que estava fazendo, certo?
As meninas começaram a gritar do outro lado, tentando se soltar de forma desesperada.
- Olha pra elas, James. Patéticas... Usando de força e lágrimas para se soltar de um nó simples... Seria mais fácil se usassem... - Apanhei a varinha dele, que tinha guardado no bolso. - Uma varinha! Não acha?
O homem só murmurava coisas sem sentidos, então não vou descrever aqui. De qualquer forma, levantei a cadeira dele novamente, puxando o cabelo dele outra vez para que ele olhasse para elas, do outro lado do quarto.
- São gostosas, não acha? Hmm... Você tem bom gosto, Warren... Muito bom gosto. - Soltei uma risadinha no ouvido dele, depois deixei que a língua saísse de minha boca e a ponta roçasse o pescoço do homem, que soltou um grito de desespero e susto. - Seu gosto é de puro medo. - Cuspi no chão. - Nojento. Mas não se preocupe, não vou matar você ainda. Nós vamos assistir uma inovação do pornô lésbico. O que acha?
- O... O que...?
- ORA, CADÊ SUA IMAGINAÇÃO, JAMES? - Com um aceno da varinha, as mordaças pularam pra fora da boca das garotas, que começaram a gritar de forma aguda. - ISSO, GRITA MESMO, CONTINUA GRITANDO. OH NÃO, ALGUÉM ME SALVE, SOCORRO! SOCORRO!
Minha risada histérica e maníaca se sobrepôs aos gritos das garotas, que pararam e ficaram me olhando com terror nos olhos.
- Obrigado. Agora, meninas, se não se importam, vou soltar vocês. Ok? Só precisam me dizer a palavrinha mágica...
As outras duas olharam-se com medo, antes que uma delas me respondesse.
- Por favor...?
- Não, não essa... Qual é a palavra... AH SIM. Imperio. - Assim que pronunciei a fórmula, o feitiço foi na direção de uma delas. A outra se preparou para gritar, mas repeti o feitiço, apontando agora na direção dela. As duas imediatamente ficaram com os olhos embaçados, me olhando. - Ótimo, isso. Agora, quero que girem os pulsos no sentido horário e anti-horário, ao mesmo tempo que puxam os braços pra cima, até se soltarem.
Assim que ambas estavam soltas com o macete passado, olhei para James, que observava a tudo com espanto.
- Calma, o filme tá só começando. Garotas... Quero que se beijem agora. E COLOQUEM EMOÇÃO, FAZENDO FAVOR.
Como se fossem robôs, as duas viraram-se de frente uma para a outra e começaram a beijar-se, de forma um pouco monótona, mas compreensível frente á maldição que enfrentavam. Depois de alguns minutos de silêncio, olhei para o bruxo outra vez.
- E então, tá gost... - Olhei para baixo de forma distraída e vi uma cena não muito agradável acontecendo na direção das pernas dele. - WARREN, WHAT THE FUC* DUDE? Na minha frente? É MELHOR DESENGATILHAR ISSO AGORA ANTES QUE EU CORTE FORA, SEU PERVERTIDO DESGRAÇADO!
O homem me olhou aterrorizado, balbuciando desculpas.
- Eu vou ajudar você, oras. Garotas, parem. - Assim que elas pararam, eu me levantei e me joguei na cama. - Agora, eu quero que vocês se comam. - Olhei para James, com o mesmo sorriso maníaco. - Literalmente. Só parem quando estiverem mortas.
For the sake of sanidade mental de vocês, pularei a parte do sangue... Mas posso dizer que as primeiras mordidas foram realmente intensas...

(...)

O sol brilhava do lado de fora da janela. No canto do quarto, o bruxo chorava de forma copiosa e cansada, olhando fixamente para a pilha de carne destroçada na sua frente, ossos expostos em alguns pontos. Continuei olhando ele por alguns minutos, um sorriso de canto preenchendo minha boca.
- Bom, caro amigo, foi ótimo ver esse filme com você, mas tá quase na hora de eu meter o pé na estrada outra vez... Em outras palavras, você morre e eu sigo meu caminho.
- Por que...?
- O que disse?
- Por que eu...?
Com uma risada histérica, me aproximei dele, girando a varinha roubada nos dedos.
- Porque você blefou. Eu achei que você estava jogando como um trouxa qualquer, mas na verdade você estava roubando com a sua magia. E isso, caro Warren... Sou só eu que posso fazer. - Coloquei a varinha na testa dele e sussurrei. - Imperio.
Os olhos do homem ficaram embaçados, assim como os das garotas anteriormente, ao mesmo tempo que eu desamarrava as pernas e braços dele.
- Warren. Tá vendo aquela janela? Vê o sol nascendo? É claro que vê, estamos no 10º andar...
Respirei fundo, olhando o quarto e então a janela.
- Eu quero que você pule. De cabeça. Agora.
O homem se levantou, desviando dos corpos destroçados e indo na direção da janela. Ele a abriu e por um segundo parou, como se fosse reagir. Ele então tomou distância, e correu. E pulou.
O baque lá embaixo foi alto o suficiente para chegar no 10º andar, assim como os gritos de surpresa dos transeuntes la embaixo. Com cuidado, joguei a varinha dele na cama, deixando a madeira inútil bem no meio do móvel enquanto tirava a minha própria do bolso, mentalizando outro lugar bem longe dali e desaparatando imediatamente.
Fora uma noite divertida.


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Re: Las Vegas

Mensagem por Jordan Kwon em Dom Ago 13, 2017 4:13 pm


Baby I’m sorry...
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O lugar estava cheio, como sempre aquele lugar ficava lotado até o topo de pessoas gritando e berrando. Las Vegas era realmente um local no mínimo intrigante, onde o moreno conseguia comprovar sua maior teoria. Os seres humanos só se interessam por si mesmos e pelo dinheiro, o resto é apenas sequelas que o tempo trazia junto a si. A prova da teoria esta ali naquele lugar, onde um grande grupo se reunia para ver duas pessoas brigando sem proposito algum. Tudo tinha um valor inclusive para a vida dos lutadores, as mesmas valiam aquilo que fosse dito nas apostas que os ricos telespectadores montavam.

Engana-se quem pensa que ele ia aquele bar que sediava lutas ilegais para se divertir provando a teoria e vendo pessoas se espancarem sem motivo. Ia aquele lugar sempre que precisava seguir uma recomendação medica, extravasar a dor. O psiquiatra que o atendeu depois que ele quase foi suspenso em Mahoutokoro, anos antes por bater em um garoto que havia xingando a mãe dele das mais diversas formas, havia dito que para controlar as crises de ansiedade que tinha que se desprender da dor. Aquele era o único conselho medico que conseguia levar a serio e seguir, pois para isso ele não precisava confiar em alguém ou falar com as pessoas era so por para fora.

Já era o vigésimo soco que levava naquela rodada, o brutamontes que o enfrentava adorava socar e chutar, mas o pobre coitado era burro como uma porta. Aquela era a ultima luta do noite e a venceu sem grandes problemas, voltou para casa com o dinheiro ganho num envelope. Na manhã seguinte trabalhou em silêncio, Rousseal apareceu para sua consulta de rotina e ao medibruxo restou apenas a parte mais fria de si a ser mostrada para o outro. As palavras de dez dias atrás ainda escovam como um looping na mente dele. "Não preciso de alguém que mexe nas minhas coisas sem permissão. Preciso de alguém que mexa com meus sentimentos como ela mexeu.” Cada vez que a memoria vinha para si, um sorriso cheio de dor e tristeza era desenhado nos lábios do mesmo. Saiu do plantão com um sorriso leve, depositou o dinheiro da luta na conta de uma ONG que cuidava de um orfanato e sumiu pelas ruas do mundo magico...

Já haviam quarenta dias desde aquela que ele colocou como sendo a pior noite da vida dele, conseguia ganhar até mesmo da noite que viu sua mãe partir. Segui para o mesmo hotel-cassino de sempre, cobriu a cabeça com o gorro do casaco e foi na direção dos vestiários, deixou as coisas lá riu ao ouvir um dos juízes pedindo para ele pegar leve naquele dia. O moreno mostrou as feridas e os dois riram, aquela era a trigésima noite seguida que ele estava naquele lugar, o juiz pediu que ele descansasse um pouco depois daquela noite. Retirou a camisa e colocou um novo curativo sobre o corte profundo que estava sobre o abdômen dele, o mesmo havia sido conseguido na noite anterior durante uma jogada suja do adversário, vestiu uma regata preta e seguiu para uma área perto do ringue.

Assim que foi chamado entrou na arena sem medo algum, iria lutar era assim que esqueceria aquele sentimento novo e inesperado que tinha pelo outro ou enlouqueceria. Começou a luta como sempre apanhando até o outro cansar, quando possível revidou e venceu com facilidade. Veio a segunda luta e mais um vez Jordan venceu, mas estava ficando debilitado. A terceira luta foi um pouco mais difícil devido ao abdômen que sangrava um tanto, mas nada que o impedisse de lutar e vencer.

Enquanto esperava pela definição de seu adversário da rodada final, foi para o vestiário tratar das feridas. Ali não era um local magico, era trouxa e ninguém sequer imaginava que ele tinha algo de diferente dos outros. Surgir com um ferimento recém feito curado levantaria suspeitas e daria problemas a ele, mesmo que no fundo ele soubesse que usava aquilo como um pretexto pra deixar as feridas curarem naturalmente. Naquela noite ele havia apanhado mais do que era de costume pois uma frase povoava sua mente ”O lugar que você quer ocupar nunca será seu.” O rosto másculo e belo de Hiroto mantinha-se na mente dele e a consciência de que ele jamais seria escolhido pelo outro como parceiro continuavam ecoando na mente do bruxo que tinha o coração triste e machucado. O juízo havia abandonado o corpo do medico um tempo antes quando ele sentiu uma dor lancinante por ser rejeitado pelo outro, por isso o corpo dele ser castigado não lhe pareceu grande coisa.

Finalmente foi chamado para ultima rodada e enquanto subia na arena achou ter visto os olhos castanhos que tanto o enlouqueciam, mas sabia que era impossível. O sino dando inicio a luta tocou no momento que a mente dele o lembrou "Hiro me mataria se me visse aqui, mas não é como se ele realmente me visse como alguém que ele ia quer ao lado." Tudo era igual como havia feito nas lutas anteriores ate o corte ser acertado, ele foi ao chão agonizando de dor. Soltou alguns gritos com o socos sobre os ferimentos recentes, precisou de muita força para levantar e revidar. Só conseguiu a força para levantar ao ver o rosto do amado, uma vez mais e sua memoria o lembrou que no dia seguinte ele atenderia o rapaz e poderia ter a certeza de que o mesmo estava comprido a promessa que fez, mas para isso precisava levantar e lutar. Precisava vencer para ver os olhos castanhos hipnotizantes uma vez mais.

Passava todas as noites lutando usando isso parar tentar esquecer o outro, o fazia quebrar uma promessa. O diretor havia o feito prometer que o mesmo nunca mais lutaria e quando ficasse chateado ou a beira de uma crise, que fosse conversar com ele pois eram amigos. Nem ao menos eram amigos naquele momento. “Ele não é nada seu e nunca vai ser, porque você é uma decepção.” A voz da consciência dele lembrava muito a voz do pai, aquilo chegava a ser enlouquecedor. Cada um dos socos que recebia era como se a adrenalina subisse pelas veias e se tornasse o analgésico perfeito para ele, pois os pensamentos ficavam mudos. A cada pancada que recebia no corpo era como se conseguisse esquecer todo ódio e dor que o cercavam, ele conseguia esquecer quase tudo. A mera lembrança da rejeição fez a força dos golpes do moreno aumentar e assim ele venceu os adversários sem grandes problemas.

Não demorou muito e foi declarado vitorioso, sorriu na direção do fantasma do outro e sentiu o corpo amolecer um pouco. Olhou para baixo e sorriu amargo, sua regata estava manchada de sangue da laceração que naquele momento voltou a doer. Andou na direção do vestiário e foi andando apoiado nas paredes, caiu ajoelhado no chão por culpa da dor que começou invadir o corpo dele. Respirou fundo e foi socorrido por um dos outros lutadores, conseguiu tomar uma ducha e trocar o curativo. Colocou uma roupa limpa e seguiu na direção do hospital como havia prometido aos membros do clube, a luta podia ser ilegal, mas eles sempre cuidavam um do outro. Os lutadores daquele bar eram os que chegavam mais próximos de serem chamados de amigos por Jordan. Aparatou para casa assim que encontrou um beco escuro e longe dos olhos intrometidos.



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Re: Las Vegas

Mensagem por Hiroto H. Rousseal em Ter Ago 15, 2017 9:42 am


SEM PACIÊNCIA

O tempo passava e o diretor se sentia cada vez mais arrependido, não pelo que fez, não se importava realmente de ser sido joguete nas mãos do outro, os momentos foram bons a ponto de não saírem de suas memórias, e os teria repetido ainda que soubesse. Arrependia-se pelas palavras ditas, pela forma que tratou o incidente da fotografia. Caminhava por Mahoutokoro, buscando nos arquivos as informações antigas, arquivos escolares daquele médico que tanto o intrigava. “Eram amigos, ele não seria capaz de mentir por tanto temo para levá-lo para a cama apenas uma vez.” A sanidade mental do docente retornou trazendo consigo uma culpa difícil de lidar, as palavras ouvidas da boca da professora Yoko o deixaram trêmulo, tanto que foi bem difícil convencê-la de que a curiosidade a respeito daquele ex aluno não se tratava de nada específico. Seguiu seu caminho rumo à torre da diretoria após enviar alguns documentos via coruja para seus contatos em mais de um ministério, destruiria a vida do ex diretor nem que para isso fosse necessário encontrá-lo no fim do mundo.

Ao assumir o cargo, Hiroto encontrou a escola imersa em indisciplina, regras pré-históricas e uma aura de preconceito que ultrapassava todos os limites. Aboliu o antigo código de conduta, substituindo por um mais brando, que focava apenas em manter a limpeza do uniforme e não perambular após o toque de recolher, coisas cabíveis para qualquer instituição de ensino. Suspendeu as festividades do ano, dando preferência a trabalhos externos com os alunos, assim como palestras de conscientização. Haviam desde guerras de classes a grupos extremistas se formando dentro da instituição, e isto o homem não poderia permitir. A visão preconceituosa e machista do antigo regente transformou o colégio em uma caça aos bruxos mestiços, deficientes, etc, onde qualquer motivo gerava punição, e a corda sempre arrebentava no elo mais fraco.

Mais algumas semanas se passaram, até que Hiroto obteve o retorno definitivo, seu cunhado, ministro da magia de Londres, localizou o ex diretor e fez com que um mandato de prisão e apreensão de bens chegasse até ele, que, em breve, seria julgado sem direito à liberdade durante o correr do processo. A acusação: Crime de ódio, poligamia, assédio moral, físico e sexual de funcionários e estudantes durante o exercício de suas funções. Hiroto exigiu que fosse julgado sob as leis japonesas, dez vezes mais rigorosas que as demais, o que tornaria impossível sair de Azkaban vivo, dado a soma de anos que receberia em forma de condenação, mais sua já avançada idade. De posse dos documentos, decidiu procurar o médico, ainda que doesse imaginar que certamente o encontraria fumando ou algo do tipo. Hiroto não conseguia esquecer o quão magro o médico estava na última consulta, seus lábios coçaram por desculpar-se, por contar-lhe o que estava buscando, mas seu orgulho não permitiu. Naqueles dias, ainda não tinha o retorno de nenhum dos ministros, e se sentiria ainda pior de o ex-diretor não pudesse ser localizado. Se desse ao homem falsas expectativas de ver-se vingado pelas atrocidades sofridas por si e pela sua mãe, dentro dos corredores escolares.

O docente ainda tinha certa mágoa pelo que houve, a mágoa misturava-se à culpa e o homem não conseguia definir onde iniciava-se uma e onde terminava outra. Parou à porta do flat e logo as memórias o invadiram, memórias que não gostaria de reviver naquele instante. O dedo alcançou a campainha, e a fez soar algumas vezes, sem obter resposta, estranhou pois conhecia os horários do médico, e sua memória era boa o suficiente para não estar enganado. Rapidamente, alcançou o celular, entrando em contato com a amiga deste que confirmou sua suposição, o que Seo lhe disse sobre as próprias suspeitas o fez engolir seco. Antes fosse apenas o cigarro. Inspirou profundamente antes de aparatar dali diretamente para o lado oposto do globo terrestre, na iluminada cidade de Las Vegas, onde já era noite. Buscou pelo endereço que lhe uma vez o próprio médico deixou à mostra, em uma das vezes que o acompanhou a um bar, ao receber uma notificação de luta sobre o aparelho de comunicação trouxa que deixou ao balcão. Sem dificuldade encontrou o hotel-cassino, um prédio de aparência suspeita bem no centro de Vegas. - Será aqui? - a simples suposição fez sua boca secar, entrando no local, sem saber o que o aguardava.

Conseguir adentrar o piso inferior do local não foi fácil, o diretor possuía certo renome e provar que buscava entretenimento e não realizar uma denúncia lhe custou muito de sua lábia. Tempos atrás, trabalhava justamente caçando e fechando estabelecimentos ilegais como aquele, no ministério russo. Perdeu um tempo considerável provando conhecer um dos membros, os detalhes sobre Jordan fizeram o segurança permitir sua entrada após um longo questionário realizado pelo gerente. Ainda assim, os olhares suspeitos o acompanharam durante todo o tempo em que permaneceu sentado, fitando o médico já cambaleante sobre o ringue, ensanguentado de uma forma perigosa, desferindo socos contra um homem desconhecido. A visão fez o diretor cruzar os braços sobre o peito, comprimindo-o de modo a segurar o próprio tremor que tomava conta de si. Anunciaram o quarto round e finalmente seu olhar cruzou com o dele, o que fez o gosto de sangue subir aos seus lábios, enquanto o outro recebeu um golpe sobre um ponto de seu abdome que não deveria.

A ferida profunda que tanto preocupava o diretor. Sua garganta estava seca, o peito pesava e doía enquanto via o outro receber socos, chutes, agonizando de dor. Sentia-se inútil, impossibilitado de simplesmente ir até lá e retirar o homem daquela tentativa insana de suicídio. - Jordan, se não morrer hoje, eu mesmo o mato. - murmura baixo, estreitando os olhos enquanto esperava aflito que aquilo simplesmente terminasse. O diretor não conseguia mais disfarçar os tremores, a raiva que queimava o próprio peito ao ver o outro se torturar daquela maneira. O que mais lhe doeu não foi o fato de usar a luta para extravasar suas dores, mas o fato de tê-lo prometido tempos atrás que não mais o faria. Ele não estava nem tentando, não se importava com a própria palavra que havia dado. Hiroto tentava manter-se firme, e quando a luta terminou, seguiu apressado ao encontro dele, chegando tarde demais, pois o homem já havia aparatado dali. O docente levou as mãos aos cabelos, procurou as sombras mais próximas, e em um piscar de olhos, estava outra vez à porta do flat do outro, que estava entreaberta, com a chave ainda pendurada ao lado de fora, enquanto gotas de sangue faziam um trajeto vermelho pelo chão para o interior do local.

[Postagem Finalizada]


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