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Starbucks

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Starbucks

Mensagem por Nerida Vulchanova em Dom Set 04, 2016 3:27 pm



starbucks



Starbucks é a empresa multinacional com a maior cadeia de cafeterias do mundo; tem a sua sede em Seattle, EUA. A companhia criou o seu nome inspirado em parte pelo personagem Starbuck do livro Moby Dick, e o seu logótipo é um entalhe escandinavo do século XVI de uma sereia com duas caudas. Além de cappuccino e café expresso, a Starbucks oferece também outros tipos de bebidas, como uma variedade de chás, além de comidas como sanduíches. Lojas da Starbucks podem estar dentro de outros estabelecimentos comerciais, como livrarias e shoppings. A Starbucks conta com mais de 20 mil lojas em todo o mundo e no exercício terminado a 30 de setembro de 2007 abriu 2.571 lojas, uma média de 7 lojas por dia.

Cardapio:

Bebida:
Espresso: - Espresso tradicional, macchiato ou com chantilly; - Espresso Doce de Leite; - Espresso Mocha; - Espresso Chocolate.

Cappuccinos: - Cappuccino Tradicional; - Cappuccino Canela; - Cappuccino Chocolate.

Clássicos com café: - Café Latte; - Baunilha Latte; - Doce de leite Latte; - Café Mocha; - Café Mocha Branco; - Caramelo Macchiato; - Café Americano; - Café do dia (filtrado); - Café com Leite; - Prensa Francesa.

Refreshers: - Refreshers Frutas Vermelhas; - Refreshers Limão.

Chás: - Chai Latte; - Chá quente ou gelado; - Chá Verde Latte; - Chá Gelado com Limonada.

Chocolates: - Chocolate Clássico; - Chocolate Branco.

Frappuccino® à base de café: - Café Frappuccino®; - Mocha Frappuccino®; - Mocha Branco Frappuccino®; - Caramelo Frappuccino®; - Doce de leite Frappuccino®; - Choco Chip Frappuccino®; - Brigadeiro Frappuccino®

Frappuccino® à base de creme: - Chocolate Frappuccino®; - Chocolate Branco Frappuccino®; - Baunilha Frappuccino®; - Morango Frappuccino®; - Doce de leite Frappuccino®; - Chai Frappuccino®; - Chá verde Frappuccino®

Frappuccino® Iorgute: - Iogurte Frutas Vermelhas Frappuccino®; - Iogurte Maracujá Frappuccino®


Comida:


Cookie: - Soft Cookie Choco Chip; - Soft Cookie Triplo Chocolate;

Muffin: - Muffin de Muçarela, Tomate e Rúcula; - Muffin de Queijo Parmesão; - Muffin de Queijo Parmesão; - Muffin de Blueberry; - Muffin de Blueberry; - Muffin de Chocolate; - Muffin de Chocolate; - Muffin Banana & gotas de chocolate; - Muffin Banana & gotas de chocolate.

Bolos: - Red Velvet; - Bolo de limão; - Cinnamon Roll; - Roll de Canela; - Espresso Brownie de Chocolate meio amargo; - Espresso Brownie de Chocolate meio amargo; - Brownie de Chocolate com Doce de leite; - Brownie de Chocolate com Doce de leite.

Dunouts: - Donuts de Doce de Leite; - Donuts de Creme ou Chocolate.

Salgados: - Croissant Multigrãos; - Croissant: Frango ou Presunto e Queijo; - Croissant: Frango ou Presunto e Queijo; - Empanada de Carne; - Empanada de Carne; - Empanada integral de Peito de peru e Ricota; - Empanada integral de Peito de peru e Ricota; - Bagel tradicional ou 7 grãos; - Bagel Multigrãos; - Pão de queijo; - Pão de Queijo e Pão de Queijo Multigrãos;

Sanduiches: - Rosbife & Mostarda;  - Australiano;  - Pão de Queijo Recheado;  - Pão de Queijo Recheado;  - Toast Peito de peru e queijo; - Toast Peito de Peru e Queijo;  - Toast de Presunto e queijo;  - Toast de Presunto e Queijo;  - Brasileirinho;  - Caprese Integral


* NERIDA VULCHANOVA *
FUNDADORA DO INSTITUTO DURMSTRANG - STAFF MASTER




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Re: Starbucks

Mensagem por Jung Myung Hee em Sex Maio 12, 2017 10:20 pm




Na cabeça de Myung existe uma coisa contraditória com relação ao frio, por mais que houvesse um vento gelado e uma temperatura baixa o sol brilhava de maneira delicada no céu. Respirou fundo pouco antes de sair da banheira onde estava a alguns minutos imersa relaxando. Enroscada no robe quentinho e isso a aquecia um tanto visto que não havia aquecimento no assoalho e o apartamento era aquecido por um sistema que o gás poderia congelar a qualquer momento e isso aconteceu naquela madrugada.

Olhou no espelho a frente dela e um sorriso triste brotou em seus lábios, sua aparência estava mais pálida e frágil do que o normal. Soltou um riso soprado e buscou vestir-se rapidamente ou iria se atrasar. Pegou a bolsa e as coisas dela para então aparatar num beco de Nova Iorque, onde encontraria Claire. Havia marcado aquele encontro por dois motivos, um para mostrar que havia ficado mais estável emocionalmente e o segundo bom ela contaria algo misterioso para amiga.

Parou no balcão onde pegou um chocolate quente e um muffin de blueberry. Seo iria mata-la depois, mas ao menos ela morreria feliz e satisfeita. Encostou numa parede esperando o pedido ficar pronto quando isso aconteceu alcançou a ilha onde colocou bastante canela e baunilha na bebida. Saiu dali e rumou para a parte de cima onde sabia que ninguém as incomodaria. Antes mesmo de tomar o primeiro gole de sua bebida sua amiga apareceu com uma bandeja e ambas sorriam ao se cumprimentarem.

–Desculpa te deixar preocupada nos últimos tempos falou de um jeito leve. –Eu te chamei para contar algumas coisinhas sobre o tratamento que estou fazendo como te prometi.

A voz estava num tom manhoso, enquanto ela buscava algo dentro da bolsa. Sorriu de forma doce e alcançou um relatório medico que tinha um pequeno bilhetinho na pasta que havia entregue a amiga. Todo aquele encontro tinha um proposito, que era acalmar e demonstrar pra Claire que ainda havia alguma esperança.
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Re: Starbucks

Mensagem por Clarice G. Süskind em Sex Maio 12, 2017 11:13 pm

it's killing me

Iria passar alguns dias pela América, o velho continente, por mais belo que fosse, começava a lhe drenar. Sua cabeça doía do alvorecer até ir se deitar, completamente exausta, e a presença de Saymon Süskind ao seu lado era uma constante. O fantasma de seu pai não desperdiçava palavras, entretanto, permanecia em silêncio estoico e um olhar acusatório.

Clarice aparatou pouco antes do café trouxa em um beco e supriu a necessidade de puxar um cigarro. Ignorava os fantasmas, a vida, as pessoas que passavam por ela, esbarrando com seu ombro vez por outra. Chovia, mas a água fina conseguia causar ao menos frio. Demorou até entrar no estabelecimento, ultimamente, ela buscava por uma chance qualquer de se sentir viva.

Assim, o chamado de sua amiga fora um fósforo. Ascendeu algo em si, mas se não fosse usado para desencadear uma reação maior, morreria tão rápido quanto havia sido aceso. Respirou fundo e esperou. Quando Myung chegou no local cumprimentaram-se e Clarice tentou forçar um sorriso no próprio rosto. Ela sabia, entretanto, que as rachaduras em suas máscaras aumentavam a cada dia. A loucura se espalhava como um câncer por seus membros, provocando tremores desconhecidos. Os olhos de vidro jaziam mortos, opacos, cansados de enxergar aquele mundo etéreo.

Mas ela tentava. Merlin, como tentava!

As garotas não sabiam o que se passava em sua mente, ela evitava falar. Se não fosse a fragilidade de Myung na outra tarde, o segredo de sua maldição a arrastaria para o túmulo. Ninguém a perturbaria. Ao menos, ninguém vivo.

— Não tem problema, eu estava ocupada com o trabalho... — mentiu. A verdade é que havia se escondido por detrás do trabalho. Usado os dragões como sua fuga, mas ninguém precisava saber da noite em frente ao muro de Berlim. Pigarreou, sentando-se na mesa e esboçou um sorriso. — Fico feliz, Myung. Très feliz, de fato.

Arqueou uma sobrancelha quando pegou o relatório, encarando a coreana com curiosidade. Então viu o bilhete e observou cada página. Tentou não demonstrar nenhuma emoção, mas sabia que seus olhos lampejavam entre surpresa, descrença, preocupação e uma ínfima e quase imperceptível felicidade.

— Isto é sério? — perguntou, mesmo já sabendo a resposta. Então seu sorriso se tornou mais aberto e sua voz montou os sons antes que pudesse se conter. — Não sei se lhe dou os parabéns ou presto condolências.

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Re: Starbucks

Mensagem por Jung Myung Hee em Sex Maio 12, 2017 11:46 pm




Todo aquele encontro tinha um proposito, que era acalmar e demonstrar pra Claire que ainda havia alguma esperança. Por algum motivo que a coreana não conseguia explicar, sua amiga parecia estranha. Se perguntassem a ela provavelmente a morena responderia que a amiga estava desaparecendo. Realmente Süskind estava desaparecendo, mesmo estando ali com seu jeito imponente e palavras ácidas ela havia perdido o brilho.

Tomou um gole do chocolate, observando com cuidado a mais velha e isso fez seu coração apertar. Clarice nunca teve medo da morte, sua habilidade tinha parcela de culpa nisso, o que fazia com que o respeito da moça com a própria vida fosse zero. Jung suspirou um pouco preocupada vendo a forma robótica e automática que a amiga estava agindo, aquilo realmente era doloroso para si. Queria ajudar Claire, mas não sabia nem mesmo como começar a falar ou se quer tinha meios para ajudar a si própria.

–Sim é verdade, mas pode me felicitar afinal estou me tratando falou dando de ombros. –Estou odiando tomar poções todo maldito dia, maldita seja a anemia maldito seja esse tratamento.

Resmungou em um tom levemente alto, revirando os olhos ao lembrar do quanto aquelas poções e coisas eram ruins. Respirou fundo e mordeu o lábio, precisava achar um jeito de conversar com a amiga só não sabia como faze-lo. Coçou a nuca e comeu um pedaço do doce, não sem antes estende-lo na direção da amiga em uma oferta muda.

–Claire como da última vez foi honesta comigo, me sinto no dever de fazer o mesmo contigo. diz com um tom receoso. –O que houve? Seus olhos perderam o brilho e seu sorriso parece estar prestes a romper em lagrimas.

A voz era baixa e doce não queria invadir o espaço pessoal alheio, mas Myung queria ajudar a outra. Temia que fosse algo envolvendo Sven, se estivesse certa realmente teriam um enorme problema.
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Re: Starbucks

Mensagem por Clarice G. Süskind em Sab Maio 13, 2017 10:41 am

it's killing me

Sua primeira reação foi instintiva. Cruzou os braços, empurrou os papéis de volta a Myung sobre a mesa, e com suavidade, inspirou o ar a sua volta. Sentia-se frágil e detestava a sensação. Seu estômago ardia ao imaginar o ruir de suas paredes, mas ela nunca havia conseguido mentir para a coreana a sua frente.

— Eu não sei como ajudá-la com a sensação, mas pense que é um mal necessário e se precisar de alguma coisa, quelque chose, não hesite em me chamar.

Inclinou-se para frente, apenas um pouco, mas o suficiente para encarar Myung. Seus olhos azuis estavam opacos, ela sabia. Encarava-os todos os dias ao acordar, talvez na esperança de que parecessem menos fundos, e já não sabia dizer se as sombras ao redor deles eram reais ou imaginação.

Ponderou por vários instantes, baixando o olhar para a mesa e respirando devagar. Era normalmente fácil conversar com a mulher à sua frente, não exigia de si nada além de um pouco de confiança. Não que não confiasse em Myung, mas evitava a qualquer um ver todos os seus demônios. Já havia cometido aquele erro uma vez, não seria tonta para tropeçar exatamente na mesma pedra.

— Estou cansada, Myung. — Tentou não adentrar no assunto, mas os olhos da mulher à sua frente não lhe permitiram parar apenas na meia-verdade. Estava cansada, era fato, não dormia há dias, porém o motivo de seu cansaço não era este. Estava cansada de tudo. Desfez os braços cruzados, tamborilou os dedos na mesa e exalou o ar em seus pulmões. — Eu não quero despejar isso em cima de você. Já fiz isto com meu irmão e não terminou bem... — Mordeu o próprio lábio, organizando os pensamentos. A noite em Berlim ainda se repetia em sua mente e ela estava cansada de reprisar as palavras. — Vocês dois são os únicos que sabem sobre a minha maldição e Sven convive com isto desde que éramos crianças. Você sabe o que ele fazia para que eu não sofresse punições das freiras, não é? — Suspirou e se afastou outra vez, escorando-se na cadeira. — Isto é algo que devo resolver sozinha.
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Re: Starbucks

Mensagem por Jung Myung Hee em Sab Maio 13, 2017 3:48 pm




Temia que fosse algo envolvendo Sven, se estivesse certa realmente teriam um enorme problema. Quando ouviu a resposta da amiga teve a mais completa certa de que havia acertado quanto ao motivo daquela dor e melancolia transmitidos pela outra. Desceu o olhar por alguns instantes para por fim segurar a mão da amiga de forma delicada, porem com a intenção de dar forças a ela.

Tomou um gole do chocolate, sentindo o gosto da canela invadir seu paladar e traze certa calma e suavidade para seu corpo que a faziam sentir-se um tanto melhor. Seu corpo estava voltando a ficar mole, isso queria dizer que estava quase na hora de sua poção. Revirou os olhos ao notar o horário, buscou dentro da bolsa o frasco com o que precisava e ingeriu de uma única vez o que a fez fechar os olhos e montar uma careta.

–Estar cansada não é tudo que seu olhar reflete disse de forma preocupada. –Sei muito bem o que Sven fazia, bem como sei o quanto isso sempre vai afetar você.

A coreana sabia do segredo da outra bem como tinha plena consciência do quanto a presença do homem mudava a jovem alemã. Coçou a nuca numa típica demonstração de nervosismo e obviamente preocupação. Buscou respirar profundamente, pensando no quanto a fragilidade da amiga estava realmente escondida.

–Claire você pode confiar em mim, por favor me dig. diz com um tom receoso. –Me conta o que esta te matando por dentro Claire.

O tom era leve, a voz preocupada ia mesclando-se a dor que a mesma sentia e não saber como reagir a tudo aquilo. Mordeu o lábio pensando no quanto a habilidade da amiga estava matando-a.
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Re: Starbucks

Mensagem por Clarice G. Süskind em Dom Maio 14, 2017 1:08 am

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Encarou a mão de Myung sobre a sua por um segundo e as lágrimas não derramadas queimaram seus olhos como ácido. Ainda assim, não as derramou, estava determinada em não deixar outro sinal de fraqueza transpassar seus muros, fechou as pálpebras, como se fosse uma represa contendo um maremoto e inspirou.

“Você é fraca. Fraca e tola.” A voz de seu pai ecoou em sua mente, límpida como a tinha escutado outra noite. “Tanto talento desperdiçado, tanto esforço pra no fim só brincar...”

Forçou-se a cortá-la, como estava se esforçando para não vê-lo, para não sentir o espectro fulminá-la com desaprovação. Estava se esforçando tanto... e tudo parecia em vão. Talvez ela devesse desistir, se tornar o monstro que Saymon queria. Faltava um passo. Um tropeço e ela mergulharia em direção ao abismo, sem ressalvas.

Não se pode encarar monstros por tanto tempo sem se tornar um deles.

— Eu tenho visto meu pai — falou, retirando a mão da mesa e olhando para um ponto longínquo. As palavras lhe escaparam límpidas e baixas. — Eu falei isto para Sven. — Inspirou e expirou, contando os segundos como uma prece. — Ele não gostou.

Seu rosto se voltou para o de Myung e, só por um instante, ela se permitiu baixar a guarda. Uma lágrima escorreu por seus olhos e foi limpada com a ponta dos dedos e um sorriso de escárnio. Estava enlouquecendo, tinha absoluta certeza, mas quem se importava? Seu mergulho em direção ao abismo era solitário, assim como seria toda a sua vida.

Condenada. Não havia outra palavra para si. Se acreditasse na fé das freiras do orfanato talvez cresse que aquilo fazia parte de um plano maior, uma expiação, uma prova, algo pelo qual devia passar para alcançar um paraíso sem pesadelos. Mas não acreditava em nada daquilo e, caso cresse, tinha absoluta certeza que seu lugar não era entre os anjos. Não se importava. A hipocrisia dos homens a fazia preferir o inferno. Ao menos, os demônios não precisavam se esconder por detrás de leis morais. Eles simplesmente eram. Ou assim ela entendia.

— Sabe, Myung — começou, reflexiva, olhando para um ponto distante — se eu pudesse, impediria toda a dor dele. Mais não posso evitar o passado, só posso, e vou, evitar falar disto com ele outra vez. Também não quero fazer isto com você, não agora que as coisas parecem tomar rumo na sua vida. Detesto as palavras que irei dizer, mais je suis um fardo e sei, só sou egoísta demais para abrir mão dos poucos que tenho ao redor.

Havia um pequeno sorriso em seu rosto, um tanto torto. Ela teve vontade de puxar um cigarro da bolsa, mas se conteve em respeito à coreana. Quando saísse, fumaria até acabar o maço, um atrás do outro, e beberia até estar farta. Até cair na cama da estalagem sem consciência alguma de si mesma, até as sombras, seu pai e até a lembrança de seu irmão desaparecerem da sua mente.
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Re: Starbucks

Mensagem por Jung Myung Hee em Seg Maio 15, 2017 12:31 am




Mordeu o lábio pensando no quanto a habilidade da amiga estava matando-a. E isso se confirmou quando ela percebeu que seu temor estava certo. Sven soube o que não queria e agora Myung também estava sabendo, como numa história de terror o pior pesadelo de alguém ressurgia das sombras. No caso o pesadelo era o pai e as sombras eram a habilidade, mordeu o canto do lábio quando viu a amiga segurar o choro.

Notou que a amiga estava sensibilizada num nivel anormal para ela, aquilo era doloroso para Jung. Respirou fundo e apertou a mão da amiga ao ve-la deixar uma lagrima escapar. Aquilo não era algo comum da moça alemã que normalmente se escondia o maximo que era possível. Ajeitou-se na poltrona e sorri de um jeito preocupado.

–Sven não gostar é esperado, porém ele não tem direito de te machucar. diz de forma gentil. –Você não pediu pra ver seu pai e tenho certeza que nunca se quer quis ve-lo para ele voltar a te atormentar...

A coreana sabia o quanto era doloroso para morena demonstrar a dor ou o sofrimento. Baixar a guarda para a outra era um crime, mesmo que não fosse ela foi criada acreditando que era. Myu tomava um pouco mais de seu chocolate com canela quando por algum motivo sentiu-se enjoar. Por alguns segundos fixou os olhos no frasco vazio onde tinha a poção e resmungou. Estava cansada de passar por todas aquelas coisas por culpa de uma gastrite infeliz unida a uma anemia grave.

–Claire vou lhe direcionar as mesmas palavras que recebi de você e de Won Ho um tempo atrás. fala num tom firme. –Para de viver pelo Sven, viva por você para evitar que em algum momento você perca o brilho por algo que não vale a pena.

Comenta num tom preocupado, fica observando as atitudes da amiga. A morena não sabia muito bem o motivo, mas sentia que devia vigiar a outra.
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Re: Starbucks

Mensagem por Clarice G. Süskind em Seg Maio 15, 2017 9:09 pm

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Clarice gostava de pensar que seus olhos falavam sem haver necessidade de nenhuma outra palavra. Poupava-lhe tempo, assim como poupava seus sentimentos conturbados. As pessoas temiam seus olhos despidos, mas Myung nunca era uma dessas pessoas, a coreana sempre estava disposta a entender, disposta a cavar a alma da alemã e buscar pelos resquícios de vida que a Süskind não sabia se tinha.

Não desviou o olhar, as lágrimas de alguma forma haviam secado por detrás da linha d’água. Escondidas. Esperando algum outro momento oportuno para aparecer.

— Quisera eu que ele tivesse me tratado mal. — Sua resposta foi suspirada. Levou uma mão ao peito e apertou o tecido da camisa com uma expressão que misturava perfeitamente o desgosto e a raiva. — Seria mais fácil arrancá-lo se ele o tivesse feito. Mais Sven é bom demais para isto, ele apenas não entende, como ninguém jamais entenderá.

Seus olhos buscaram os pontos do café trouxa, a risada arranhou seus ouvidos.

— Eu sou fraca — repetiu as palavras que havia escutado do espectro de seu pai. A emoção ausente em sua voz. — Sou tola. Eu não deveria lutar contra minha própria natureza... — Suspirou ao ouvir as palavras da outra, um sorriso soturno se formou no canto de seus lábios. — Myung, eu não posso viver por mim mesma. Eu preciso viver por algo, mesmo que seja uma causa, um objetivo qualquer. Minha vontade de seguir neste mundinho miserável é nula, mais eu levanto todos os dias. Confesso que até então, era por Sven. Mein engel sempre me quis segura. Só que nesta segurança eu estou mais perto da cova que em qualquer outro lugar.

Durante vários segundos permaneceu em silêncio, mas sua mente estava em polvorosa. As vozes se sobrepujando em um caos ensurdecedor. Ignorou-as. E, ao encarar a amiga finalmente, seus olhos tinham um brilho perigoso.

— Preciso de um favor — anunciou e riu antes que Myung falasse qualquer coisa. Não pediria nada que comprometesse a posição da outra. — Você poderia me arrumar alguns nomes? Nada demais. Quero saber quem estava envolvido na captura de meus pais e descobrir onde estão os diários de Saymon.
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Re: Starbucks

Mensagem por Jung Myung Hee em Ter Maio 16, 2017 10:03 pm




Por saber o quanto os olhos da amiga eram capazes de falar, Jung se esforçava ao maximo para nunca perder uma nuance deles. A cor azul era uma das coisas que mais denunciava as coisas, quando tomada pelo ódio e raiva eles brilhavam escuros, a tristeza os deixava acinzentados e opacos e a moça julgava que quando estavam claros e com uma grande luz a morena estaria feliz.

Myung queria chorar aquilo que a amiga não conseguia, queria poder ajuda-la a diminuir a dor e a pressão sobre os ombros dela. Por alguns segundos sentiu-se inútil, voltando a segurar a mão da amiga e fazer um carinho delicado no local apenas para consola-la.

–Sven nunca vai entender por que não quer. Você precisa perceber que não tem que justificar as coisas a ele. diz de forma séria. –Você diz que ele é bom pra você, mas ele sempre é o motivo da sua dor e sua tristeza. Desculpe se pareço cruel, mas esse amor esta te matando.

A coreana sabia que havia ultrapassado os limites, mas precisava falar aquilo para amiga. Terminou de comer o doce que havia comprado, imaginando os gritos da medica ao saber daquilo. Ficou paralisada com as afirmações seguintes da amiga, sentindo uma certa apreensão. Pouco tempo antes de conversar com a amiga e mudar de ideia depois dos exames que havia feito. Respirou fundo, pensando no que poderia dizer a morena a sua frente.

–Claire se fosse fraca, não teria vivido até hoje com essa habilidade infernal. fala num tom irritado. –Ache um proposito para manter-se viva e mande essa ideia de ser fraca e frágil para longe.

A voz era firme e os olhos ondulavam em preocupação, fazendo-a apertar a mão da amiga em um leve carinho. Sorriu de forma doce, como se assim tentasse acalmar a alma da amiga. Escutou o pedido e não se surpreendeu, ja estava buscando alguns nomes a pedido de seu irmão. Pesquisar mais alguns, não seria grande coisa. Um sorriso malicioso tomou lugar da doçura, Myu puxou um bloco de notas e uma caneta.

–Não se preocupe, vou buscar isso pra você. morde o canto do lábio. –Sabe que posso te entregar um certo tempo pra recolher as informações, mas o farei o mais breve possível.

Responde num tom tranquilo, anotando algumas palavras chaves.
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